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Na Netflix: Pequeno Demônio

Apostando em uma proposta leve e divertida, mas também buscando um diferencial para solidificar sua estrutura, Pequeno Demônio consegue proporcionar uma boa experiência ao expectador: em seus 94 minutos, oferece entretenimento, de boa qualidade

Crianças costumam ser pessoinhas fofas e agradáveis que despertam sentimentos como zelo, atenção e afeto. Entretanto, há aquelas que são encapetadas e acabam com a paz de todos que delas se aproximam. O pior é descobrir que a criança da família da qual você começou a fazer parte não é apenas endiabrada, mas literalmente anticristo. É com isso que se depara o protagonista de Pequeno Demônio, uma das mais novas produções Originais Netflix.

Gary (Adam Scott) é um corretor de imóveis que recentemente se casou com a bela Samantha (Evangeline Lilly) e, de quebra, tornou-se padrasto do estranho e silencioso Lucas (Owen Atlas). Com cinco anos de idade, o menino não possui amigos (com exceção do seu próprio fantoche) e se mostra não apenas reservado, mas sombrio e indiferente a qualquer contato humano. Buscando uma aproximação com o garoto, a fim de tornar a relação familiar mais saudável, Gary começa a perceber que o enteado é mais do que simplesmente bizarro: o menino é ninguém mais, ninguém menos que o próprio anticristo, responsável não somente por tentar arruinar o casamento de Gary com Samantha, provocando um tornado no dia da cerimônia, mas, principalmente, incumbido de cumprir os desígnios satânicos na Terra.

O longa se constrói como uma mescla de comédia e terror. A fotografia, os enquadramentos e os zooms lentos evocam a atmosfera clássica do terror, que é reforçada por referências a grandes títulos do gênero, como A Profecia, Poltergeist, O Iluminado, O Bebê de Rosemary e Colheita Maldita. Por outro lado, tais referências surgem revestidas por uma certa carga cômica, a qual permeia toda a trama, juntamente com o leve suspense constantemente suscitado. Os elementos são utilizados na medida certa, resultando em uma história bastante interessante. O que acaba destoando é a mudança drástica no tom da narrativa em seus 30 minutos finais: uma comédia envolta num ar sombrio e regida pelo suspense se converte em uma espécie de “aventura eletrizante com altas confusões protagonizadas por uma galerinha do barulho” (exatamente como um típico filme da Sessão da Tarde). Ainda assim, a parte do final do longa não deixa de ser interessante, tendo em vista a sua proposta.

Escrito e dirigido por Eli Craig, diretor da excelente porém não muito conhecida comédia de humor negro Tucker e Dale Contra o Mal, o filme conta com um bom elenco. Além dos já citados Adam Scott (que sustenta bem o humor com seu carisma) e Evangeline Lilly (que, infelizmente, aparece apagada em seu papel de mãe do anticristo), integram o elenco Bridget Everett (que surpreende ao proporcionar momentos hilários de modo bastante natural), Donald Faison (conhecido por interpretar o personagem Turk em Scrubs) e Tyler Labine (que trabalhou com o diretor em Tucker e Dale Contra o Mal).

Apostando em uma proposta leve e divertida, mas também buscando um diferencial para solidificar sua estrutura, Pequeno Demônio consegue proporcionar uma boa experiência ao expectador: em seus 94 minutos, oferece entretenimento, de boa qualidade – tanto visual quanto de roteiro –, repleto de grandes referências e com uma mensagem cativante e bem trabalhada. É o típico filme família, para ser visto em um domingo à tarde, em um feriado chuvoso ou mesmo na famosa Sessão da Tarde.


Divulgaí

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