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Crítica: Blade Runner 2049

Blade Runner 2049 entrega de mão cheia uma obra-prima que orgulha o antecessor de Ridley Scott.
Crítica: Blade Runner 2049


A grande preocupação dos fãs deste clássico dos cinemas era se a sequência Blade Runner 2049 estaria à altura do seu antecessor. O que a expectativa de todos previa, aconteceu. Um filme tão reverenciado com este precisava ser homenageado com algo grandioso e esplêndido. E Denis Villeneuve, diretor da trama, alcançou esta meta. Ele nos apresenta uma belíssima representação à altura do anterior, moderando entre o clássico e o novo de uma forma tão envolvente que é difícil não gosta de algo assim. É difícil produzir um longa em cima de um nome venerado pela crítica, só com profissionais realmente muito empenhados e competentes para trazer à tona uma verdadeira obra-prima. Esta produção se encontra neste filme.

Blade Runner 2049 se passa trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme. Um novo blade runner, o policial K do Departamento de Los Angeles, descobre um segredo que tem a capacidade de destruir a sociedade que restou e que o leva a uma jornada em busca do antigo blade runner desaparecido até então, Rick Deckard. O filme tem cenas muito fiéis ao clássico, que emergem entre o ritmo lento e a caracterização dos personagens, ambos preservados e bem representados durante as mais de duas horas e meia de cenas intrigantes. Todos os personagens estão excelentes em seus papeis, mas devem-se destacar os papéis espetaculares das mulheres no enredo. Nomes como Robin Wright, Mackenzie Davis, Ana de Armas e Sylvia Hoeks roubam a cena diversas vezes e merecem se vangloriadas.

No papel de K, o nosso novo blade runner, está Ryan Gosling (La La Land/Drive) de uma forma impecável, uma atuação realmente muito satisfatória. As garotas, embora em funções de segundo plano, muitas vezes dominavam a cena em que participavam. São elas: Mackenzie Davis (Perdido em Marte/série da Netflix ‘Black Mirror’) fazendo a personagem Mariette, que se mostra uma grande influenciadora dos acontecimentos do filme; Robin Wright (Mulher Maravilha/série da Netflix ‘House Of Cards’), que faz a Tenente Joshi, chefe de K, com muita exatidão; Sylvia Hoeks (O Melhor Lance/Berlin Station) incorporando Luv, o braço direito do vilão Wallace, que se apresenta numa atuação perfeita e Ana de Armas (Bata Antes de Entrar/Punhos de Aço), que é uma grande surpresa da trama. Ela interpreta Joi, a namorada eletrônica de K, e simplesmente detém toda a nossa atenção para o seu belíssimo desempenho. O filme ainda conta com Jared Leto (Esquadrão Suicida/Clube da Luta) fazendo o anti-herói Niander Wallace, Dave Bautista (Guardiões da Galáxia/007 Contra Spectre) interpretando o replicante Sapper Morton e Harrison Ford (Blade Runner, O Caçador de Androides/Star Wars: O Despertar da Força) nostalgicamente atuando seu antigo papel, Rick Deckard, com a mesma destreza e eficiência que antes.

Como dito anteriormente, a produção deste filme é impecável. Primeiro temos um filme na mão de Denis Villeneuve, diretor de grande porte que fez filmes como Os Suspeitos e Sicario: Terra de Ninguém. Depois, uma trilha sonora absurdamente excelente, composta por Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch, que remete ao clima pesado do filme e meio futurista. Seus arranjos fortes e impactantes são similares aos de A Chegada. E ainda uma fotografia de Roger Deakins que impressiona. O uso de cores na composição do trabalho foi meticulosamente raciocinado para Blade Runner 2049 e é digno de fazer reverência. O roteiro de Hampton Fancher e Michael Green é bem estruturado e faz parte da edição acompanhada de uma montagem muito bem direcionada. Uma criação desse nível é ótima para os amantes de ficção científica e até mesmo para o novo público que busca esse tipo de gênero no cinema.

Blade Runner 2049 entrega de mão cheia uma obra-prima que orgulha o antecessor de Ridley Scott. O filme funciona muito bem e respeita (até demais) a fórmula do clássico em um tempo de duração grande sem fugir da essência da história. Em tempos de sequências clichês, desnorteadas e sem conteúdo, este aqui honra o seu nome e entra, sem sombra de dúvidas, para a lista dos destaques do ano.

Divulgaí

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