Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

Crítica: Emoji - O Filme

Há pequenos pontos positivos no meio do mar de insignificância que até tem certa coerência no filme, porém nada muito abundante e de destaque, sendo então meras tentativas de tentar fazer algo que não vai acontecer, acontecer.
Crítica: Emoji - O Filme

Produzir um filme de animação é uma tarefa mais difícil que aparenta. Um filme direcionado ao público infantil tem que ser coerente com sua linha de raciocínio para que não seja coberta de clichês desnecessários e desinteressantes de assistir. O que se espera de uma empresa de grande nome no mundo cinematográfico é, no mínimo, um longa de ótima qualidade, com um roteiro que tenha noção do lógico e do evitável. Emoji: O Filme é um exemplo claro de tudo o que uma animação não deve ter.

O filme conta a aventura de Gene, um emoji que originalmente deveria exercer uma função, mas é multiexpressional. Em Textópolis, cidade utópica localizada dentro de um smartphone, os emojis trabalham para que a mensagem de seu usuário seja enviada corretamente. Ao passo que Gene se alia aos novos amigos, ele inicia sua jornada para se tornar um emoji “meh” normal, como seus pais, para concertar o seu erro na Nuvem.

Nas vozes originais, T. J. Miller (Deadpool) faz Gene, o emoji “danificado”, James Corden (apresentador do programa The Late Late Show With James Corden) interpreta Hi-5, o emoji formato de mão, como sugere, e Anna Faris (Todo Mundo em Pânico) é Jailbreak, uma emoji hacker, a decifradora de códigos.

O filme tinha tudo pra não render um bom trabalho, realmente. A ideia de escrever um roteiro pensando em emojis de celular para aproximar a tecnologia do dia a dia com o cotidiano adolescente é uma premissa um tanto quanto fraca. A mensagem que passa é a de jovens que estão na escola e são totalmente viciados em compartilhar emoctions em seus celulares, por toda e qualquer situação nas quais estiverem enfrentando. O clichê aqui está além do “utilizado como sempre”. Misture um roteiro frágil, ideia fútil, acontecimentos sem nexo, um looping diferente para cada cena e uma produtora milionária. Processe tudo isso com uma edição, montagem e fotografia “ok”, deixe no forno por uma hora e meia e, no final, adicione uma pitada, ou melhor, uma avalanche de propaganda explícita, que estará pronto o seu Emoji: O Filme.

Nós não podemos ignorar o fato de que a trilha sonora de Patrick Doyle está adequada e que a animação, dirigida por Tony Leondis, tem seu design bem feito. Mas eles talvez devessem ter se perguntado lá no início se seria interessante gastar tanto numa produção para que o produto final fosse essa lástima de publicidade. Publicidade porque em grande parte do filme a animação se disfarça de propaganda explicitamente. Parece mais um anúncio de Youtube em uma versão estendida. Vários nomes famosos aparecem durante o filme, e não só os tradicionais, mas também aplicativos de serviços de streaming, de companhias famosíssimas, de games de entretenimento e de redes sociais já conhecidas por todos nós.

Há pequenos pontos positivos no meio do mar de insignificância que até tem certa coerência no filme, porém nada muito abundante e de destaque, sendo então meras tentativas de tentar fazer algo que não vai acontecer, acontecer. Emoji: O Filme é um mix de decepções e uma propaganda disfarçada de filme infantil. A Sony Pictures, renomado nome no cinema, deve repensar as suas ações antes de apostar numa premissa tanto boba e à toa quanto essa. E, por favor, sem mais ideias desconexas!

Divulgaí

Deixe sua opinião:)