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13 filmes que foram vaiados em Cannes e você provavelmente não sabia

O Festival de Cannes é um dos eventos cinematográficos mais renomados da indústria – infelizmente, ainda atrás do Oscar em questão de popularidade e fomento ..
13 filmes que foram vaiados em Cannes e você provavelmente não sabia

O Festival de Cannes é um dos eventos cinematográficos mais renomados da indústria – infelizmente, ainda atrás do Oscar em questão de popularidade e fomento – e acontece em maio de cada ano. Há exibições que marcam pré-estreias de filmes, prêmios surpreendentes e uma abrangência maior do que em outros festivais – e sem muitas restrições. Tudo isso liderado por um júri que é alterado anualmente, composto geralmente por cineastas, artistas, produtores e atores. Por exemplo, o último teve Pedro Almódovar (Tudo Sobre Minha Mãe) como presidente e o resto dos jurados foram Park Chan-wook (Oldboy), Maren Ade (Todos os Outros), Paolo Sorrentino (A Grande Beleza), Will Smith (Eu Sou a Lenda), Jessica Chastain (Interestelar), Fan Bingbing (X-Men: Dias de um Futuro Esquecido) e o compositor francês Gabriel Yared.

Há inúmeras exibições especiais e lançamentos em Cannes, todos frequentados por um público, no mínimo rigoroso, que não se contenta com qualquer produção e não perdoa na hora de aplaudir ou vaiar. Seja por causa da produtora, diretor polêmico, pelos temas (mal ou ousadamente) abordados ou pela trama em si, muitas dessas situações aconteceram e já teve vaias em inúmeros filmes que hoje, são considerados como clássicos e obras primas do cinema. E claro, que até hoje em dia, essas histórias se repetem nas exibições. Já consegue pensar em treze exemplos de filmes conceituados vaiados em Cannes? Então o Loucos por Filmes relembra para você.

1. Taxi Driver, de Martin Scorsese

Sim, um dos melhores e mais icônicos filmes de Martin Scorsese foi recebido por vaias na noite de sua estreia em 1976. O motivo disso acontecer foi relacionado à ultraviolência do filme e ao contexto histórico do Festival na época – um ano antes, o público tinha descoberto que havia uma bomba instalada dentro do Palais des Festivals, uma das salas de exibição do evento, o que gerou inúmeras revoltas contra a violência. Muitas das pessoas que assistiam Taxi Driver, saíram no meio do filme devido ao clímax violento, em sinal de protesto contra o longa-metragem. E vale lembrar que a obra de Scorsese ainda conquistou o principal prêmio da noite, a Palma de Ouro, enquanto metade dos espectadores estavam vaiando e a outra estava aplaudindo de pé – um acontecimento totalmente controverso.

2. Maria Antonieta, de Sofia Coppola

O motivo das vaias terem caído sobre o terceiro filme de Sofia Coppola foi a alta expectativa do público e dos jurados sobre a obra. Depois de dirigir o excelente Encontros e Desencontros, em 2003, foi colocada uma grande pressão sobre o próximo longa-metragem da diretora – que tinha se tornado uma das produções mais esperadas do Festival. Quando apareceu a história de uma das rainhas mais polêmicas da história acompanhadas de músicas pop e um estilo alternativo, os espectadores não perdoaram e suas vaias ressoaram ao fim da exibição, em 2006. O público ainda apontou como principal erro do filme, a má construção de personagens secundários.

3. Coração Selvagem, de David Lynch

Assim como Taxi Driver, o road movie de David Lynch também conquistou o maior prêmio do Festival, a Palma de Ouro. No entanto, o filme não encontrou elogios unânimes por parte do público, que vaiou ao fim de sua sessão – novamente, desconfortáveis com as sequências de violência. O famoso crítico de cinema, Roger Ebert, anunciou depois de alguns anos que ao entregarem o prêmio a Coração Selvagem, “houve grandes celebrações e muitas vaias, alguns do último foi eu”. Algo curioso é que o longa-metragem ficou pronto apenas um dia antes de ingressar no evento de Cannes.

4. Love, de Gaspar Noé

Os filmes de Gaspar Noé sempre chamam muita atenção pela audácia do diretor em abordar temas polêmicos; e Love chegou ao seu ápice ao querer retratar uma história de amor verdadeira com cenas de sexo explícito em 3D. Não é preciso dizer que, os espectadores com toda sua curiosidade, lotaram as salas de exibição, mas muitos reclamaram do erotismo e saíram antes da projeção terminar – alguns, inclusive, antes de dez minutos de duração. Love foi escalado na seleção oficial do Festival, mas foi exibido fora de competição, em uma sessão da meia-noite.

5. Mártires, de Pascal Laugier

O terror francês causou muita divergência de opiniões no Festival de Cannes, provocando reações extremamente misturadas. E tudo isso por causa de sua trama violenta e sangrenta, com simbologias relacionadas à religião. O filme foi alvo de muita polêmica após sua exibição, principalmente por causa das cenas chocantes de tortura e métodos violentos – além disso, o filme termina com uma pessoa entre a linha tênue da vida e morte, imitando Jesus Cristo na cruz. Você pode imaginar qual foi o efeito que isso causou.

6. A Árvore da Vida, de Terrence Malick

Mais um caso onde as opiniões foram drasticamente divididas. O cinema de Terrence Malick é um dos casos “ame ou odeie”, e isso refletiu seriamente quando A Árvore da Vida recebeu tanto elogios, quanto duras críticas. Sua recepção pode não ter sido unânime por parte do público, mas o longa experimental e filosófico conquistou o júri e acabou levando para casa o maior prêmio do Festival, a Palma de Ouro.

7/8. Demônio de Neon e Apenas Deus Perdoa, de Nicolas Winding Refn

Dobradinha de NWR e vaias em Cannes. O diretor, extremamente aclamado e premiado pela sua direção em Drive, de 2011, sofreu duras críticas tanto do público como da crítica em duas produções consecutivas – principalmente porque os espectadores sentiram repulsa pelas cenas que expressam violência, alegando que ele as fetichiza demasiadamente. Sem dúvida, seus filmes não são fáceis de serem digeridos, com cenas chocantes e sugestões de eventos piores, mas cada elemento está presente por uma razão e seu conjunto o transforma em uma experiência única – o que dividiu as opiniões de todos no Festival.

9. Anticristo, de Lars Von Trier

Em 2011, Lars Von Trier foi banido do Festival de Cannes por dizer em uma entrevista de imprensa que ele entendida Hitler. Mas antes mesmo disso acontecer, com a exibição de Anticristo em 2009, o diretor dinamarquês já era alvo de polêmicas no evento francês. O longa provocante que aborda temas como religião e sadismo, foi recebido com indignação por grande parte do público por suas cenas explícitas de sexo, automutilação sexual e muita violência. Foram provocadas reações de repulsa, escárnio, desprezo e revolta – e Von Trier confessou que era exatamente o que queria.

10. É Apenas o Fim do Mundo, de Xavier Dolan

O último filme do diretor canadense, Xavier Dolan, era muito esperado pelo conjunto de um elenco de peso e de uma produção renomada. Mas teve uma recepção morna, recebendo vaias por parte do público, dos críticos e jornalistas. No entanto, É Apenas o Fim do Mundo conseguiu conquistar o coração do júri do Festival, que o premiou com o Grande Prêmio de Júri – o que causou revolta dos espectadores, que se sentiram injuriados com os jurados de Cannes.

11. Personal Shopper, de Olivier Assayas

Após o excelente Acima das Nuvens, em 2014, ser extremamente elogiado e premiado em terras francesas, uma nova parceria entre Kristen Stewart e o diretor Olivier Assayas era esperada com grande expectativa. No entanto, foi mais um filme que dividiu as opiniões, e dessa vez de forma bem drástica: o público odiou, mas a crítica amou. O crítico do The Guardian, Nigel Smith, disse que as vaias que foram recebidas por Personal Shopper, só o fizeram aplaudir “mais forte” o longa.

12. Okja, de Bong Joon-ho

Esse foi alvo de grandes polêmicas no Festival de Cannes 2017, principalmente por se tratar de um filme produzido por uma plataforma de streaming, a infame Netflix. Sendo criticada por alguns, alegando que todo filme do evento deveria ser obrigatoriamente exibido em cinemas franceses (Pedro Almódovar foi um desses que reclamaram). Isso fez o Festival mudar as regras para participação, impossibilitando que o mesmo ocorra novamente. Okja foi aplaudido ao fim de sua exibição, mas quando chegou ao final dos créditos e o logo da Netflix apareceu nas telas, os aplausos imediatamente viraram vaias – simplesmente porque não foi exibido da forma tradicional.

13. Pulp Fiction, de Quentin Tarantino

Assim como Taxi Driver e A Árvore da Vida, o público vaiou o icônico filme de Quentin Tarantino após sua exibição, enquanto a crítica caiu de amores e entregou o maior prêmio do evento francês para a produção, a Palma de Ouro. Quando o diretor e elenco foram recebê-lo, mais vaias surgiram da plateia – que preferia que A Fraternidade é Vermelha de Krzysztof Kieślowski fosse premiado – e Tarantino, sem hesitar, mostrou o dedo do meio para todos.



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