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Revisitando o Cinema LGBT: 5 filmes que você deve assistir o mais rápido possível

Os filmes LGBT têm um papel importante nessa causa ao retratar as pessoas que estão nessa luta constantemente – que buscam ser quem eles são e amar quem eles quiserem, sem serem julgados por isso.

O cinema LGBT tem ganhado espaço nos últimos anos. Filmes, séries e documentários com temáticas que discutem de mente aberta a diversidade, a sexualidade, a identidade de gênero, a (in)tolerância e outros temas relacionados estão cada vez mais sendo produzidos e tendo mais visibilidade. Junho - o mês do orgulho LGBT - e agosto - o mês da visibilidade lésbica - são meses de grande importância para salientarmos tal temática, para que haja expansão no respeito, na luta contra o preconceito e nos direitos das pessoas serem o que elas verdadeiramente são.

Os filmes LGBT têm um papel importante nessa causa ao retratar as pessoas que estão nessa luta constantemente – que buscam ser quem eles são e amar quem eles quiserem, sem serem julgados por isso. E é muito importante (re)lembrar como o cinema exerce um papel significativo nessa luta. Então, nada melhor do que cinco filmes que vão expandir sua mente sobre os assuntos LGBT e vão reforçar que o amor é tudo o que nós precisamos, como diziam os Beatles.

Laurence Anyways (2012)

Laurence Anyways é um poderoso filme sobre identidade de gênero, que explora seu tema sob os olhos do protagonista Laurence (Melvil Poupaud), um professor de inglês que se sente desconfortável com seu corpo e não se identifica com seu gênero. Após passar sua vida inteira escondendo seu segredo, Laurence decide contar à sua mulher, Fred, o que sente e conta seus planos de mudança de sexo, esperando sua aceitação e compreensão – e é aí que o cineasta canadense, Xavier Dolan, desenrola uma história complexa e verdadeira, com críticas bem construídas e levantando conceitos de forma inteligente. Com uma sutileza única, Laurence Anyways é um dos filmes LGBT mais marcantes dessa geração – e um dos mais autênticos também.


Orgulho e Esperança (2014)

Um filme LGBT cuja duração inteira é pura felicidade. Parece impossível, mas ele tem um nome: Orgulho e Esperança. Dirigido por Matthew Warchus, o longa-metragem britânico se passa em 1984 (durante o período de Margaret Tatcher no poder) e trata de uma amizade improvável. Um grupo de mineradores é prejudicado pelas reformas do governo e precisa de ajuda em uma de suas horas mais difíceis. Com um gradual crescimento do orgulho gay nas ruas londrinas, um grupo de gays e lésbicas decide se unir à causa dos mineradores, sem nada em troca e apenas oferecendo ajuda – pois sendo parte da comunidade LGBT em busca de seus direitos, eles sabem como é precisar de um apoio ao ter que enfrentar “inimigos” maiores do que eles. Orgulho e Esperança é um filme otimista que rompe as barreiras do preconceito e que vai aumentar mais um pouquinho sua esperança na humanidade.


Tomboy (2011)

Laurie é uma menina de 10 anos que acaba de se mudar com sua família. Com dificuldades de se relacionar com as outras crianças da vizinhança, ela se passa por um menino, adotando o nome Mikael - porque simplesmente se sente mais confortável assim. Conforme a mentira se estende, Mikael começa a criar uma conexão forte com outra menina, Lisa, dando início a um ingênuo romance. Tomboy, dirigido pela cineasta Céline Sciamma, é um filme LGBT raro de se ver. Com uma pegada leve e simples, o drama francês explora um tema pesado e complexo como identidade de gênero, e ainda aborda sutilmente a homossexualidade. A genialidade do roteiro de Sciamma reside no retrato de uma criança enfrentando as dificuldades de não se identificar com seu corpo, reforçando e defendendo as causas LGBT – ao bater de frente contra alegações ignorantes de que tais assuntos não são naturais. Com cenas simples, porém ácidas, Tomboy critica estereótipos de gênero construídos logo na infância e a intolerância por parte dos pais. E com a delicadeza da diretora francesa, vê-se como um filme paradoxal – simples e complexo, leve e pesado – com uma mensagem poderosa por trás.


A Criada (2016)

Um filme sobre duas mulheres que se apaixonam, dirigido pelo cineasta coreano Park Chan-wook, conhecido por seus filmes cheios de sangue e violência. É difícil de imaginar como seria, não? E o resultado não poderia impressionar mais. Um filme onde o romance lésbico não é o enfoque, mas que serve de base para a história se desenrolar – em mais de um sentido. Seguindo uma narrativa não-linear que muda de perspectiva de três personagens diferentes ao seu decorrer, A Criada se passa em 1930, durante a ocupação japonesa na Coreia do Sul, e é sobre uma jovem garota chamada Sooke que precisa trabalhar como a criada de uma herdeira nipônica, Hideko, mas que na verdade, apenas é empregada para ajudar um vigarista que planeja casar com a herdeira e roubar sua fortuna. No entanto, Sooke começa a se apaixonar por Hideko, mudando o rumo do plano. A Criada parece ter três fases divididas por três reviravoltas, que faz com que o filme tenha diferentes camadas de complexidade. Chan-wook retrata o romance entre as duas mulheres de forma doce e sem pudor (inclusive nas cenas de sexo), constrói um excelente thriller e desenvolve personagens intrigantes - entregando um excelente filme LGBT.


Weekend (2011)

Dirigido por Andrew Haigh, Weekend é uma breve história de amor que se passa em apenas um final de semana. Na verdade, é mais um “insight” sobre dois homossexuais que vivem em diferentes realidades com opiniões contrastantes, mas que de alguma maneira, se encontram um no outro. Os diálogos entre Russel e Glen e a conexão entre os dois personagens estruturam a base do filme – que encanta com sua simplicidade e críticas inteligentes - que não tem medo de ser o que ele é. Com uma pegada indie, o filme britânico impressiona por sua honestidade e autenticidade, destacando-se principalmente por sua sutileza. Um filme LGBT sobre dois homens que se apaixonam perdidamente, mas que têm seus dias juntos contados.


Divulgaí

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