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Crítica: Carros 3

A amizade entre eles, bem como o relacionamento de mentor-aprendiz, é emocionante e similar a um típico filme da Pixar, com uma boa mensagem de perseverança
Crítica: Carros 3

Nos últimos anos, o número de continuações e derivados aumentou de forma tão intensa que é impossível não se perguntar: esses filmes são realmente necessários? Eles adicionam algo aos originais?

Carros 2 (2011) é um exemplo de sequência decepcionante, com um enredo que não teve muito a ver com Carros (2006), que havia sido um sucesso com o público e com os críticos.

Talvez seja por isso que Carros 3 seja uma continuação necessária: a Pixar provavelmente quis se redimir e voltar ao básico, com um enredo digno de ser transformado em filme. Após o fim de semana de estreia nos EUA, é possível dizer que o público o recebeu de braços abertos.

Relâmpago McQueen (Owen Wilson, na versão em inglês, assim como os demais atores neste artigo), antigo campeão de corrida e admirado por todos, agora está sendo superado pelos recém-chegados, especialmente por um arrogante rival chamado Jackson Storm (Armie Hammer). Com medo de que ele não possa mais competir, McQueen se convence a deixar Radiator Springs e seus amigos, incluindo o adorável Mate (Larry the Cable Guy), para ser treinado pelo seu novo patrocinador. No centro de treinamento, McQueen conhece sua nova e animada treinadora Cruz (Cristela Alonzo), que sabe tudo o que é possível saber sobre treinamento com simuladores, mas nunca treinou ninguém em uma estrada real.

A amizade entre eles, bem como o relacionamento de mentor-aprendiz, é emocionante e similar a um típico filme da Pixar, com uma boa mensagem de perseverança. Ele também traz de volta o tema do primeiro filme, quando McQueen era o “novato” e Doc Hudson (o falecido Paul Newman) era o experiente.

A trilha sonora de Randy Newman é sempre divertida e ajuda a estimular o filme, que tem um ritmo acelerado, especialmente durante as cenas de corrida. Há, no entanto, algumas cenas que se estendem um pouco mais do que o necessário, como os muitos flashbacks ao longo da história.

É de se esperar que a Pixar aprenda com a própria lição do filme e saiba quando é hora de parar e dar espaço a novos pilotos (ou filmes, no caso). E o público sabe que criatividade e talento são algo que (quase) sempre colocam a Pixar no topo do pódio.


Divulgaí

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