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Na Netflix: iBoy

Apesar de denotar uma ideia possivelmente promissora, iBoy possui um roteiro fraco, que deixa a desejar por não se aprofundar na história que apresenta
Na Netflix: iBoy

Não é novidade que a Netflix tem desenvolvido produções originais baseadas no universo dos super-heróis da Marvel (Jessica Jones, Luke Cage, Demolidor e Punhos de Ferro). Novidade, porém, foi o lançamento de um formato diferente das tão famosas séries da plataforma de streaming: um longa sobre um super-herói não pertencente nem à Marvel nem à DC. Em 27 de janeiro deste ano, iBoy passou a integrar o catálogo de Originais Netflix.

Baseado no livro de Kevin Brooks, roteirizado por Joe Barton, o filme apresenta Tom Harvey (Bill Milner), um jovem introspectivo que sofre na escola tanto com o bullying praticado contra ele por outros garotos, quanto com a falta de coragem de se aproximar e se declarar para Lucy (Maisie Williams), a colega de classe por quem é apaixonado. Certo dia, Lucy lhe pede que a ajude a estudar para uma prova após o horário da escola e, ao chegar à casa dela, o rapaz surpreende um grupo de mascarados numa tentativa de assalto. Desesperado, ele tenta fugir e, enquanto corre, liga para a central de emergências, porém é detido por um tiro disparado contra sua cabeça. Felizmente, ele sobrevive. Entretanto, após acordar de um coma de dez dias, Tom descobre que está com estilhaços do seu celular no cérebro e que essa será sua realidade a partir de então, devido à impossibilidade de cirurgia.

Graças a isso, o rapaz adquire a habilidade de se comunicar e controlar aparelhos eletrônicos. Percebendo que seu “superpoder” lhe permite ter acesso a praticamente todo tipo de informações, além de poder se comunicar e interferir no funcionamento de uma gama de dispositivos, ele encontra um modo de descobrir os responsáveis pelo atentado contra a sua vida e da sua amada Lucy e, consequentemente, a oportunidade de se redimir pela covardia de ter fugido dos criminosos e de se vingar pelo que eles fizeram.

É fato que a história não traz nada de novo, sendo construída por elementos bem conhecidos no universo dos super-heróis, entretanto, exibe personagens potentes e uma trama com acontecimentos encadeados que se desenrolam numa crescente – que, diga-se, infelizmente, devido ao curto tempo do formato de um longa-metragem, acaba sendo corrida demais, principalmente próximo do final. A direção de Adam Randall estrutura o uso de efeitos especiais para traduzir visualmente de modo claro como passa a ser a realidade de Tom a partir da aquisição de sua habilidade e a sua relação com a tecnologia. Merecem destaque a trilha sonora, assim como o trabalho de fotografia de Eben Bolter, que opta por um tom escuro e sombrio para representar tanto o ambiente de um subúrbio contemporâneo, quanto o peso da violência presente na narrativa.

Apesar de denotar uma ideia possivelmente promissora, iBoy possui um roteiro fraco, que deixa a desejar por não se aprofundar na história que apresenta. A impressão que fica é a de que a produção seria mais bem-sucedida caso tivesse sido desenvolvida em formato de série, o que permitiria aprimorar e expandir a trama e seus personagens (em especial, o protagonista), evitando a sensação de potencial desperdiçado que o longa causa no espectador. Ainda assim, corresponde a uma boa opção para os fãs de super-heróis, tendo em vista sua proposta interessante e coesa.


Divulgaí

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