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Crítica: O Círculo

Crítica: O Círculo

Quando perguntada em uma entrevista de emprego qual é o seu maior medo, Mae (Emma Watson) responde: “Potencial não alcançado”. Esse é exatamente o problema com O Círculo, o filme no qual esta cena se passa e que teve um péssimo fim de semana de abertura na bilheteria dos EUA. O trailer mostrou algum potencial, mas o filme propriamente dito não estava à altura das expectativas, principalmente devido a um roteiro fraco e a um elenco subutilizado.

Mae odeia seu trabalho em um cubículo e se inscreve para uma vaga de “Experiência do Consumidor” no Círculo, uma empresa gigante de tecnologia liderada por Eamon Bailey (Tom Hanks). A organização tem muitas regalias no campus, como o Google, para que os empregados não precisem sair de lá para realizar outras tarefas do dia-a-dia. O Círculo, no entanto, leva isso para um novo nível, basicamente “forçando” (de maneira educada) os funcionários a participarem em atividades extracurriculares e compartilhá-las na plataformas internas de mídia social.

No início, Mae é um pouco relutante com a ideia de compartilhar tudo e ver o que todo mundo estava fazendo. Ela até reage negativamente quando uma congressista decide ser “transparente” e usar uma câmera portátil que transmitiria ao vivo cada segundo de seu dia. É um pouco “demais”, reflete Mae. Dito isto, depois de um incidente à noite, ela muda completamente seu comportamento e torna-se o rosto do Círculo, até mesmo concordando em ser “transparente”.

O filme levanta questões interessantes sobre privacidade, limites e redes sociais, especialmente sobre esta “necessidade” moderna de se saber o que todo mundo está fazendo a todo momento. Ele ainda fica um pouco caótico, mostrando até que ponto a curiosidade das pessoas pode chegar. No entanto, parece que o filme queria forçar uma situação dramática de tal maneira que não é mais nem interessante nem envolvente ao espectador.

Emma Watson não tem sua melhor atuação e suas falas não a ajudam. Tom Hanks e John Boyega aparecem tão pouco no filme que o público fica se indagando da real utilidade de seus personagens. Aparentemente no livro que originou o filme seus papéis eram mais significativos, especialmente o de Boyega, mas isso não se reflete aqui.

Em resumo, O Círculo é um daqueles filmes que vale a pena esperar ficar disponível em algum serviço de streaming como Netflix ou Amazon ao invés de ir ao cinema conferir.

Divulgaí

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