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Crítica #2: Alien - Covenant

Crítica #2: Alien - Convenant

Há 38 anos, Ripley correu entre os corredores escuros de sua nave com o coração na boca, tentando encontrar o seu Oitavo Passageiro. Há pouco menos de cinco anos, Elizabeth Shaw descobriu e até mesmo contribui para a criação dessa criatura tão horrenda e curiosa. Agora, Daniels, interpretada por Katherine Waterson, está encarregada de concluir pontas soltas e criar novas e junto, atiçar o público com a curiosidade sobre o que está por vir.

O que parece ser a celebração do protagonismo feminino no cinema, junto do retorno de um terror científico que faz o público ficar na beirada na cadeira, na verdade, é apenas uma sucessão de tentativas para tentar fazer Alien se tornar algo grandioso novamente. E nisso, Alien: Covenant merece palmas.

O novo filme da franquia dirigido pela mente que trouxe essa história para as telas, Ridley Scott, consegue reproduzir bem uma linha evolutiva para o personagem e mostrar que, não importa quando, sempre será nojento ver um ser rosado e cego sair do peito de um ser humano. Mas ao mesmo tempo, o longa apenas prova que terror e suspense não é o mesmo faz tempo e que para ser pop e pegar atenção do público, ele precisa do famoso “jump scare”.

O termo é usado para descrever aqueles “sustinhos”, que alguns – a maioria – dos filmes usam para manter o público atento e nervoso. A verdade é que é normal que Ridley Scott absorva isso para o seu filme, o problema é que somado a um roteiro fraco, personagens rasos e motivos sem sentido, Alien: Covenant não passa de um entretenimento rápido.

Poderia ser algo bom se o diretor não tivesse investido tanto tempo em um marketing que insistiu em dizer como esse seria “um novo suspense no espaço”. Com uma trilha sonora de arrepiar e com créditos inicias que fazem lembrar o slogan: “No espaço, ninguém pode ouvir você gritar” do clássico de 1979, tudo parecia correr bem.

Até mesmo para os tripulantes da nave Covenant. Com uma direção e fotografia dignas de nota, seguimos esses personagens em seus altos e baixos até que vão surgindo os primeiros furos. A principal motivação e debate para se é certo ou errado ir atrás da pista de Shaw é fraca e não possui desenvolvimento adequado. Na verdade, a ideia de uma tripulação de colônia se meter em um caso como esse já é questionável desde o início.

Para piorar, cada um insiste em cometer erros básicos que não fazem sentido nem para o público leigo ou para os fãs. E com o decorrer da trama, entre metáforas e diálogos bem construídos sobre criação e criador, nada do que o final de Prometheus prometeu ao público é mostrado. Com uma montagem questionável, o longa termina com um gancho fraco e que novamente, é sem sentido.

Mesmo com o bom elenco que tem em mãos, como Katherine Waterson, que já encantou alguns em Animais Fantásticos e Onde Habitam; Carmen Ejogo, de Selma, Amy Seimetz, que já teve alguns trabalhos marcantes, quem consegue mesmo brilhar é Michael Fassbender. O personagem dele é o elo de ligação da nova história e acaba roubando o protagonismo que teoricamente seria de Daniels.

Diferente de seu antecessor, Prometheus, Alien: Covenant recebeu muito peso e expectativa, seja da produção ou do público. Talvez pela falta de um olhar mais esperançoso, o típico “essa pode ser a próxima grande produção de Ridley Scott”, o filme de 2012 não decepcionou e ainda deu o pontapé para o início desse revival. Enquanto isso, esse novo longa não parece ser uma boa continuação, nem ao menos um bom “início”, para esta franquia.

Divulgaí

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