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Crítica #2: Logan

Crítica #2: Logan



— Joey, não há vida após um assassinato. Não há como voltar atrás depois disso. Certo ou errado, é uma marca. Não há volta. Agora, corra até sua mãe e lhe diga,... Diga que está tudo bem. E que não há mais armas no vale.

Em “Os Brutos Também Amam”, o personagem Shane defendeu suas terras e família com uma arma em punho e disposto a matar. Mais de sessenta anos depois, Logan fez o mesmo por uma garota chamada Laura e pelo seu grande amigo, Charles.

Personagens que seriam chamados de Wolverine, X-23 e Professor X em nosso mundo nerd. Só que todos esses nomes parecem ser deixados para trás neste novo longa, que mistura drama, western e muito sangue.

“Logan” está longe de ser mais um filme para a franquia X-Men e não se contenta apenas em ser o fim da trilogia do carcajú. Nele, as capas e uniformes de couro são deixados de lado e a realidade atinge a porta dos mutunas. Entre saudosismo, velhice e juventude, o filme vai fundo nos sentimentos de cada um dos personagens.

Começando por Patrick Stewart, que apresenta sua melhor performance entre todos os filmes da franquia. Esquecido do que aconteceu com seus queridos X-Men, Xavier mostra loucura e medo, além de alegria e esperança ao conhecer a pequena Laura. Patrick relembra o público que ele está longe de ser apenas o “líder da cadeira de rodas” e dá um show na atuação.

E Hugh Jackman segue o mesmo caminho. O australiano deixa de ser o galã musculoso (em que sempre que é possível colocam seu corpo em destaque) e se transforma em um homem cansado demais para reclamar ou lutar, que apenas quer viver sua vida e morrer em paz.

É onde Laura entra. Dafne Keen fica em silêncio na maior parte do filme, mas sua personalidade controversa e até mesmo bem parecida com o Wolverine do primeiro filme do X-Men (esse mesmo, cheio de gafes, mas que alguns ainda tem um carinho especial) é o que tira Logan de sua inércia e área de conforto.

Criança, adulto e velho. Cada um mostra o que há da atual humanidade conturbada da franquia dos X-Men. Medo, desistência e esperança. E isso se reflete também em suas locações e fotografia. Em todos os momentos, estão circundados por “desertos”. Sejam os literais, com areia por todos os lados, até a imensidão de pessoas desconhecidas e as florestas sem fim.

E o diretor, James Mangold, consegue passar toda essa solidão com maestria e claro, sem deixar para trás o que fez muitos fãs ficarem loucos de ansiedade pelo novo filme: sangue e vísceras. “Logan” não é apenas para maiores de 18 anos, ele excede no quesito violência, lembrando bastante o quadrinho “Velho Logan”.

Mas as semelhanças param por aí. Toda a história da saga ganha uma dimensão totalmente diferente, até mesmo quando se trata na quantidade de heróis nesse universo. Há poucos mutantes e talvez esse tenha sido um dos motivos do filme ter saído tão bem.

Nele, não há preocupação em apresentar personagens ou construir uma trama mirabolante com milhares de vilões. Logan apenas tem a intenção de terminar uma história e junto, começar uma nova. Diferente do que diz Shane em “Os Brutos Também Amam”, ainda há armas no vale, a pergunta é sobre como a FOX pretende usá-las.
Divulgaí

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