Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

Crítica: Fragmentado

A melhor parte do filme é, com certeza, assistir à maravilhosa performance de James McAvoy. Ele é capaz de se transformar com uma facilidade invejável a qualquer ator, especialmente nas cenas em que seu personagem conversa consigo mesmo
Crítica: Fragmentado

Lidar com uma pessoa de personalidade forte pode ser algo desafiador. Imagine, então, ter que lidar com alguém com 23 personalidades diferentes! Esta é a premissa de Fragmentado (Split), o mais novo filme do consagrado diretor M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido, Corpo Fechado, Sinais), que estreia no Brasil no dia 23 de março.

Fragmentado conta a história de Kevin (James McAvoy), um homem diagnosticado com Transtorno Dissociativo de Identidade, o que faz com que ele tenha 23 personalidades diferentes. Por este motivo, às vezes ele é Kevin, mas também é Hedwig, um menino de 9 anos, ou Dennis, um homem com Transtorno Obsessivo Compulsivo, ou Patricia, uma mulher que consegue controlar Dennis quando ele se irrita, entre outros.

A primeira personalidade que conhecemos é Dennis, pois ele sequestra três meninas logo no início do filme sob o argumento de que elas serão úteis – supostamente a 24ª personalidade, ainda desconhecida, precisa delas. Dentre as três adolescentes temos Casey (Anya Taylor-Joy de “A Bruxa”), uma menina solitária e introvertida que estava em uma festa por obrigação e só estava com as outras duas colegas porque aceitou uma carona para casa oferecida pelo pai da aniversariante. Ao longo do filme, descobrimos por quê Casey se isola de todos, mas isso faz com que ela consiga de aproximar de Hedwig, enquanto tenta descobrir uma maneira de fugir do lugar onde estão presas.

A premissa é muito intrigante, principalmente para os que gostam de filmes que analisam mais profundamente seus personagens, tornando-os mais complexos do que simplesmente enquadrá-los como “bom” ou “mau”. Não à toa, portanto, que Shyamalan inseriu uma personagem para ser a psicóloga de Kevin. A Drª. Karen Fletcher (Betty Buckley) explica a ele, e à plateia, consequentemente, como funciona o Transtorno Dissociativo de Identidade, bem como os desafios enfrentados pelos pacientes que dele sofrem.

A melhor parte do filme é, com certeza, assistir à maravilhosa performance de James McAvoy. Ele é capaz de se transformar com uma facilidade invejável a qualquer ator, especialmente nas cenas em que seu personagem conversa consigo mesmo. Nestas cenas, ele deve assumir as diversas personalidades em sequência, alterando a voz, o sotaque, a postura, etc., ofuscando o resto do elenco (que também é extremamente competente).

A trilha sonora de West Dylan Thordson também ajuda a aumentar a tensão do filme. Ainda sobre a trilha sonora, um conselho aos fãs de M. Night Shyamalan, sem spoilers: prestem bastante atenção, especialmente no momento de clímax da história.

O final de Fragmentado é um daqueles que dividem a plateia: muitos vão se surpreender e se entusiasmar, como aconteceu comigo, outros simplesmente não se importarão. Infelizmente, é tudo o que se pode revelar sem descrever o que acontece. A melhor maneira de descobrir em qual das opções você se encaixa é assistindo ao filme! Vale a pena!

Divulgaí

Deixe sua opinião:)