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Reflexões de um Cinéfilo – Pausa para enaltecer 2016: um ano incrível para os amantes do cinema

Definitivamente, o ano foi marcado por grandes estreias, sequências e adaptações, e não há frase melhor para caracterizar 2016 do que a do diretor Steven Spielberg, que diz: “Todas as vezes que vou ao cinema, é mágico, e não interessa qual filme é”

Este é um post apenas para relembrar e exaltar este ano que se encerra, isto porque, apesar de todos os acontecimentos negativos que ocorreram durante 2016, há de se dar destaque às coisas boas que surgiram nesse período; entre elas, a produção cinematográfica foi um grande espetáculo à parte. Então, dê uma pausa em todas as promessas para um novo ano, as retrospectivas nocivas e vamos falar de coisas incríveis?

Definitivamente, o ano foi marcado por grandes estreias, sequências e adaptações, e não há frase melhor para caracterizar 2016 do que a do diretor Steven Spielberg, que diz: “Todas as vezes que vou ao cinema, é mágico, e não interessa qual filme é”, o que explica perfeitamente como as sensações dos cinéfilos nestes últimos meses: vivenciaram a imersão em grande magia, emocionando-se, apaixonando-se e, até mesmo, aterrorizando-se. Portanto, a dica para início de férias é colocar em dia todos os lançamentos e se preparar para 2017 (que promete bastante)!!

Peculiaridades à parte, essa temporada tem como características principais: superproduções e estética moderna, sendo o ápice dos empreendimentos “live action”, que diz respeito à substituição de personagens “animados” por interpretes “reais”, o que garante filmes visualmente surpreendentes, mesmo com roteiros falhos em alguns casos.

Dito isso, foi elaborada uma lista com as dez maiores criações que debutaram em 2016, associando enredo, conceito visual e resultado de bilheterias, com uma dose de preferência particular (portanto, adotem isto como boas dicas de um cinéfilo).

10. Procurando Dory

A continuação de procurando Nemo (2003), que, mesmo depois de 13 anos, consegue fazer com que a família inteira pratique “baleiês” (e adore), traz a história do reencontro da esquecida Dory com sua família, através de aventuras com Marlin e Nemo. O filme foi um enorme sucesso, tem maior bilheteria que seu antecessor e a segunda maior do ano. Essa ideia de que desenho é coisa infantil é totalmente ultrapassada entre os cinéfilos, sendo essa animação digna de apreço merecendo figurar entre os destaques do ano, pois, provavelmente, foi uma das mais encantadora vista nos últimos tempos.

9. Animais Fantásticos e Onde Habitam

Não poderíamos deixar de falar também sobre o mundo de J.K. Rowling, que havia deixado milhões de Potterheads órfãos da saga bruxa mais famosa do cinema desde 2011, que, mesmo com novas publicações aleatórias pela autora e adaptações para o teatro, ainda clamavam por novas realizações cinematográficas. Fantastic Beasts and Where to Find Them foi lançado com o intuito de realizar esse desejo e, evidentemente, voltar a movimentar todo o mundo de Harry Potter e seus fãs.

A escritora escolhe Newt Scamander como o personagem principal a ser seguido e volta 70 anos antes da culminação do desfecho principal para contar, através de uma trama perfeccionista e produção impecável (características de outrora), a história dessa nova (porém já amada) série, em que o magizoologista inglês tem a missão de capturar os animais fantásticos que acabam fugindo de sua maleta em uma viagem para Nova York, numa façanha para manter a descrição, já que a exposição dos bruxos em território americano é um grande temor do Congresso Mágico dos Estados Unidos. Com várias referências ao universo Potteriano, a história não se torna um apelo à franquia inicial, muito pelo contrário, ela se consolida como um conto novo e distinto, com uma narrativa diferente a ser contada (que já suscita ansiedade), marcando, inclusive, a habilidosa estreia de Rowling como roteirista.

8. Animais Noturnos

O que dizer da produção de Tom Ford, pouco conhecida, mas já amada? Brincadeiras à parte, Nocturnal Animals é um terror psicológico, com rogo estético formidável, estrelado por Amy Adams, Jake Gyllenhaal, Michael Shannon e Aaron Taylor-Johnson, que concorre à inúmeras premiações, como no Critics' Choice Awards e no Satellite Awards, nas categorias “Melhor Cinematografia” e “Melhor Filme”, respectivamente.

“ELETRIZANTE” é a palavra escolhida para definir esse enredo agonizante, que te seduz, confunde, prende e surpreende a todo momento ao contar três histórias ao mesmo tempo: a vida problemática da protagonista, que recebe um livro escrito pelo seu ex-marido, o qual fala sobre uma viagem de férias com a família, que não tem um final feliz ao se deparar com uma gangue, e, dentro desse contexto, a personagem principal desenvolve uma interligação do exemplar com seu estilo de vida anterior, resultando em um dos melhores filmes do ano!

7. Invocação do Mal 2

Mesmo dividindo bastante a opinião do público, The Conjuring 2 triunfou em sua bilheteria e tentou repetir o êxito de seu antecessor: a direção continuou a encargo do brilhante James Wan e contou com a volta do casal vivido por Vera Farmiga e Patrick Wilson, em uma história mais emocionante e aterrorizante.

Particularmente, é compreensível que a “decepção” por parte dos fãs seja por conta da referência à obra anterior, tornando-se mais previsível por já existir uma “base de comparação”, já que o filme mantém praticamente o mesmo formato, e não pela história em si, que, ao ser analisada individualmente, consegue se firmar como mais complexa e empática em relação à família assombrada, o que torna a trama ainda mais instigante. Um pensamento cinéfilo acerca da franquia baseada na vida dos Warren é de que seja uma das grandes apostas do gênero terror e com uma provável continuação (e spin-off) poderá se configurar, também, como uma das mais rentáveis do cinema.

6. X-Men: Apocalipse

Outra aventura que dividiu opiniões nos últimos meses foi a de X-Men: Apocalypse. Considerado por muitos como o pior da série, há que ser feita uma defesa do filme dirigido por Bryan Singer, com roteiro de Simon Kinberg, que rendeu uma das cenas mais memoráveis do segmento:

Além disso, a cena inicial – apresentação do vilão Apocalipse – e a batalha final travada entre o clã de Charles Xavier e o bando de antagonistas são incrivelmente bem-feitas e marcam consideravelmente toda a trajetória dos mutantes. A escolha do elenco também é certeira, juntando-se aos atores já conhecidos anteriormente nomes como o de Olivia Munn e Sophie Turner, formando um time, indiscutivelmente, glorioso.

Em resumo, esta última produção cinematográfica cumpre o que promete, que é trazer entretenimento para um vasto público e “reiniciar” a história dos X-men de forma sensacional.

5. Deadpool

Uma das maiores surpresas do segmento de heróis foi Deadpool, que deu a oportunidade a Ryan Reynolds de se redimir do fiasco de Lanterna Verde (2011). Com um protagonista fora do convencional, a história relata uma aventura com grande apelo cômico de um mercenário que, na tentativa de se curar do câncer, submete-se a um tratamento que lhe dá superpoderes, porém que também transfigura sua imagem, fazendo com que ele se isole, evite pessoas próximas – incluindo sua amada, vivida pela extraordinária Morena Baccarin – e, por isso, busque vingança contra o responsável pela mutação. O “mocinho politicamente incorreto” é o retrato do momento atual enfrentado pelo cinema mundial, que tem como meta a inovação, uma fuga do convencional no intuito de agradar e surpreender um número de expectadores cada vez maior e exigente (receita que, aqui, funciona muito bem).

4. Aquarius

E a contribuição brasileira para o ranking fica a encargo, definitivamente, de Aquarius, do premiadíssimo Kleber Mendonça Filho, que prova como o cinema nacional vem se consagrando com êxito no cenário internacional através de um drama vivido por Sônia Braga, que trata de assuntos peculiares de forma descomplicada, como a sexualidade de uma senhora na terceira idade, em meio a um roteiro consistente e distinto. É aposta certeira para quem, além de gostar de um drama despretensioso, interessa-se por trilha sonora predominantemente tupiniquim, fotografia natural (mas, ainda sim, exuberante) e aquele tempero a mais, característica brasileira.

3. Capitão América: Guerra Civil

A sequência dos filmes solo do maior soldado americano, que traz o elenco principal presente nos filmes de Os Vingadores e seus personagens: Viúva Negra (Scarlett Johansson), Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner). O longa retrata um momento crítico do grupo de benfeitores, que, após missões malsucedidas, tem de decidir entre continuar seguindo a liderança de Stark, supervisionada pelo governo, ou aderir ao comando do Capitão América, por meio do qual serão livres para agir. Há também uma dose extra de ação acrescentada pelo Soldado Invernal, que reaparece sem memória e passa a ser protegido pelo time América e perseguido pelo Homem de Ferro, que acredita ser ele responsável pela morte dos seus pais.

Como esperado, tudo funciona perfeitamente: grandiosos embates, roteiro convincente e desfecho surpreendente, que não ganhou somente o público, mas a maioria dos críticos especializados.

2. A Bruxa

Apavorante, perturbador e inquietante são algumas palavras usadas para definir o impacto de The Witch. Sem grandes alardes ou marketing, o filme se tornou um dos mais impressionantes dos últimos meses por conta exclusivamente de seu bucólico e arrojado enredo, que dividiu opiniões sobre seu gênero e entendimento, deixando o telespectador à mercê de suas próprias conclusões. Ousado e terrificante, o objetivo inegável é, sem dúvidas, permanecer nos pesadelos dos telespectadores, por afetá-los de diferentes e assombrosas formas.

Por possuir uma linguagem obsoleta e uma abordagem incomum e conceitual, The Witch é a personificação de assustador, que, com certeza, garante provocar no público o desejo de assistir novamente.

1. Star Trek: Sem Fronteiras

Por fim, deixamos o trabalho mais aguardado e comentado deste ano por último nesta lista. Star Trek: Beyond possui todas as características de uma boa narrativa de ação e entretém o espectador até o último segundo, cumprindo bem (e com originalidade) o papel de manter o êxito de uma das franquias mais populares do mundo (o que não é tarefa fácil) e conseguindo superar os anteriores da nova era Star Trek, ou seja, é um daqueles filmes difíceis (quase impossível) de não se tornar fã.

Além de ser uma grande produção para o contexto geek, o que mais impressiona é que, mesmo depois de ultrapassar gerações, essa estreia cumpre, também, um dos maiores objetivos (e conquistas) da saga inicial, que é o de defender a diversidade e igualdade social, representação que se dá através da revelação sutil da sexualidade homossexual de uma das figuras centrais da história, o piloto Sulu (John Cho), e da inserção de outra guerreira feminina na tripulação, Jaylah (Sofia Boutella), ajustados àquela quantidade certa de humor já conhecido.


No último ano ocorreram inúmeros lançamentos maravilhosos e, obviamente, para uma retrospectiva, a seleção foi feita com base apenas nos mais amados (e na expectativa de que haja correspondência com os gostos dos cinéfilos leitores). Assim, como despedida, ficam os votos de que 2017 seja tão cinéfilo quanto 2016 (ou melhor!) para que todos continuem analisando, criticando e admirando o cinema aqui no Loucos por Filmes!


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