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Crítica: Moana - Um Mar de Aventuras

Moana é uma ode à uma cultura que infelizmente não nos cerca, uma jornada atrás do passado e é o resultado do que acontece quando se mistura mudanças da sociedade atual e os conhecidos padrões da Disney, que englobam ideais de família, superação e autoconhecimento.
Crítica: Moana - Um Mar de Aventuras

Depois de uma princesa que não precisa de um príncipe, a Disney continua com suas mudanças. Desta vez, com uma heroína sem a sua famosa curva de espartilho, cabelo encaracolado, forte e independente.

Moana é o resumo do que o público vem procurando nos últimos anos no cinema. Uma personagem forte que com tantas diferenças dos personagens da mídia mainstream, não tenta representar ninguém, mas que no caminho da história, faz uma homenagem as suas origens.

E o trabalho que foi feito para caracterizar essa origem pode ser visto em cada flor e árvore que compõe o cenário, na forma dos personagens se moverem, suas roupas e diversos outros detalhes que transformam aquele espaço e tempo fictícios em uma cópia da real Oceania.

Talvez se transformando na produção mais inventiva do estúdio, dá para perceber que o grande foco de Moana não foi o roteiro, mas sim a sua construção estética. Principalmente quando se trata das cenas de ação. Diferente das demais produções da Disney, o vilão não é derrotado com magias poderosas e movimentos graciosos, mas com a força bruta.

O corpo mais “cheinho” de Moana foi criado com todo o intuito dela poder lutar com as próprias mãos. Assim como o personagem Maui. Seus tamanho e músculos são a representação da força dos deuses e da tribo em que é baseada. Não apenas isso, ele também encaixa no ator que lhe dá voz, Dwayne “The Rock” Johnson.

Mas o novo filme da Disney não é apenas beleza exterior. Mesmo que o foco da jornada sejam Maui e Moana, cada personagem tem seu momento para brilhar, alguns literalmente, outros figurativamente. Nesta história, até mesmo o mar ganha vida e consegue cativar o público.

O que não podia faltar, como em todo bom filme da Disney, são as suas músicas e frases que não apenas resumem a jornada do filme, mas também marcam o espectador. “Se você não conhece a sua montanha, você não sabe de onde veio, não sabe quem é”.

E por isso é uma animação tão divertida. Mas ele parece ficar apenas nisso. Mesmo com tantas características que o tornam único, Moana: Um Mar de Aventuras parece faltar algo que não o transforma em mais “um clássico da Disney”, mas sim em apenas “uma boa produção”.

Mesmo com personagens cativantes e uma história que não precisa de romance para funcionar, o roteiro não surpreende como aconteceu com Frozen quando a protagonista diz “Você não pode casar com quem acabou de conhecer”, nem como em Zootopia e a sua história repleta de significados.

Moana é uma ode à uma cultura que infelizmente não nos cerca, uma jornada atrás do passado e é o resultado do que acontece quando se mistura mudanças da sociedade atual e os conhecidos padrões da Disney, que englobam ideais de família, superação e autoconhecimento.

A verdade é que, mesmo sendo ou não uma boa experiência para alguns, Moana: Um Mar de Aventuras promete cativar muitas crianças e fazerem com que peçam uma “Moana” ou um “Maui” de presente.

8
Divulgaí

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