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Crítica: A Bailarina

A qualidade da animação não fica devendo a nenhuma outra. Todos os personagens possuem vida em seus movimentos, os passos de ballet são flúidos e o visual deles é de fácil empatia para o público. Algo que é difícil devido ao roteiro.
Crítica: A Bailarina

“Não fale com estranhos”, “Seja uma boa pessoa”. Toda boa história infantil tem uma moral no final. Mas, em A Bailarina, o que a difere das demais, é que ela tem várias.

“O que há de errado em ser confiante?” - é a pergunta de uma das músicas principais da trilha sonora, e ela é o mais próximo que se consegue resumir cada estágio da animação dirigida pelos dois “Erics”, Summer e Warin.

Entre saltos e quedas, lágrimas e muita música, se aprende que não deve desistir de seus sonhos, que sempre se deve apoiar seus amigos e todas as clássicas abordagens de filmes da Disney, mas com uma pitada original que só se pode encontrar em um filme francês. Começando pelos efeitos visuais.

O espectador têm a chance de conhecer a Paris de 1869, repleta de sujeira da época, mas também com a beleza de uma cidade que está crescendo, em população e arquitetura. Um exemplo é sobre como somos colocados no meio de duas construções importantes: a Torre Eiffel e a Estátua da Liberdade.

A qualidade da animação não fica devendo a nenhuma outra. Todos os personagens possuem vida em seus movimentos, os passos de ballet são fluidos e o visual deles é de fácil empatia para o público. Algo que é difícil devido ao roteiro.

Mesmo com piadas engraçadas e personagens cativantes, toda a trajetória de Félice é previsível, na verdade, bem similar ao clássico Karatê Kid, mas desta vez, se trata de uma órfã com um sonho e não de um rapaz com família apenas querendo se proteger.

O longa tenta se dividir entre o passado da personagem e o desejo da protagonista, mas acaba falhando quando tenta juntar os dois e tudo acaba parecendo ter sido feito às pressas. Conclusão, o que poderia ser uma história linear, acaba ficando fragmentada e algumas cenas, mesmo que divertidas, desnecessárias.

Mas como dito, A Bailarina não é o tipo de filme para se levar à sério. E isso não por ser uma animação, mas por toda a construção. O longa é o típico filme para ver em um sábado à tarde depois de uma semana complicada. É para se relaxar e curtir o momento, com músicas que vão de Demi Lovato com Confident até momentos com a Sia e coreografias que parecem ter sido retiradas de seus clipes.

E talvez pela participação da cantora ou vice-versa, que Maddie Ziegler está no elenco, dando voz à Camille ao lado de Carly Rae Jepsen, Elle Fanning e Dane Dehaan. É um elenco bem eclético para uma produção simples, mas que consegue passar o seu recado.

A Bailarina pode acabar passando despercebido, mas sua qualidade técnica e trilha sonora cativante deveria, pelo menos, fazer com que o público pense em dar uma conferida na produção.

Divulgaí

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