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Reflexões de um Cinéfilo: Uma década de Cassino Royale e os novos rumos de James Bond

A ideia principal deste novo empreendimento foi modernizar seu enredo, que é um dos mais lucrativos da história do cinema, arrecadando mais de 448 milhões de dólares.

O dia 14 de novembro de 2006 marcou uma das estreias mais importantes para os fãs do maior espião do universo cinematográfico: James Bond, isso porque o vigésimo primeiro filme da franquia de ação, 007 Cassino Royale, trazia significativas mudanças no contexto da saga do agente, suas grandiosas aventuras, poderosos vilões, carros incríveis, drinques exóticos e, obviamente, garotas perfeitas.

A ideia principal desse novo empreendimento foi modernizar seu enredo, que é um dos mais lucrativos da história do cinema, arrecadando mais de 448 milhões de dólares. As apostas, então, foram na estreia de Daniel Craig para interpretar o personagem principal, que apesar de grande receio e descrença prévia por parte do público, obteve imenso sucesso em sua performance, e na direção já conhecida de Martin Campbell (007 Contra GoldenEye, A Máscara do Zorro), que além de grande e já aguardado êxito na realização de cenas de ação, aumentou sua credibilidade com os espectadores na condução de narrativas dramáticas.

Juntamente com um elenco entrosadíssimo de grandes artistas, como Eva Green, Judi Dench e Mads Mikkelsen, Cassino Royale possui todas as características marcantes dos grandes filmes clássicos de espionagem, como atuações impecáveis, roteiro bem estruturado, paisagens e fotografia exuberantes, trilha sonora marcante e os famosos bordões de Bond, James Bond (não poderíamos perder o trocadilho), devidamente combinadas com aspectos mais contemporâneos, a fim de atualizar a trama.

A nova história volta à origem do agente 007 e a como ele obtém licença para matar, sendo um filme com menos ação, mas que ainda consegue surpreender o público na maior parte de seus acontecimentos que giram em torno de um jogo de cartas (créditos para a direção singular de Martin Campbell juntamente com atuações fascinantes), trazendo uma personalidade diferente, mais humana e ousada para o protagonista, o que caracteriza o James Bond do século 21 e sua renovação.

O filme teve uma das maiores bilheterias de toda a franquia 007 (atrás apenas de Skyfall e Contra Spectre), com recepção extremamente positiva e surpreendente pela crítica especializada, que o nomeou como um dos melhores filmes da série (para aplaudir de pé), com inúmeras indicações a premiações, como o Empire Award na categoria “Melhor filme”, ganhando o título de 56º “Melhor Filme de Todos os Tempos”, também pela Empire.



Além de ser uma grande obra do cinema, vale ressaltar, mais uma vez, que Cassino Royale possui incríveis performances, sendo indispensável mencionar a atuação de Eva Green, como a “Bond Girl” Vesper Lynd (nossa favorita), que trouxe uma das cenas mais dramáticas do segmento quando toda ensanguentada é consolada por Bond enquanto chora debaixo do chuveiro, além de ser uma das mulheres mais importantes na vida do agente, já que é a única a quem ele propõe casamento após a morte de sua esposa.

Mads Mikkelsen também não deve ser esquecido, já que interpreta brilhantemente Le Chiffre, o grande vilão da trama, considerado um dos mais complexos arqui-inimigos do espião, uma vez que sua principal qualidade é a exímia inteligência, diferente de antagonistas como Gustav Graves, de “007 - Um Novo Dia para Morrer”, o qual era militar radical e contrabandista, e Elektra King, a problemática milionária de “007 - O Mundo Não É o Bastante”.

Mas a pergunta a se fazer é: porque esse lançamento é tão importante para os admiradores dessa lenda cinematográfica? A resposta é que diferentemente dos anteriores, esse filme tem a missão de refazer a imagem já consolidada das sequências de 007, modernizando seu contexto e dando novos rumos mais reais e lucráveis à produção, que já se encontrava meio óbvia, repetitiva e exagerada. Com êxito também nessa tarefa, o James Bond de Daniel Craig ainda estrelou, juntamente com roteiros e produções inovadoras, “Quantum of Solace”, “Operação Skyfall” e “Contra Spectre”, trazendo um aspecto mais humano para o personagem e suas missões.

Por fim, devemos considerá-lo como um grande marco para 007, por mudar os rumos da franquia do espião mais lucrável dos cinemas, lançar Daniel Craig como um dos atores mais promissores a interpretar James Bond e se tornar um grande clássico de aventuras de espionagem. Portanto, Cassino Royale é obrigatório, não apenas para os fãs da saga, mas para quem gosta de grandes produções de qualidade que prendem a atenção do início ao fim. Deixe a pipoca de lado, prepare seu “Martini” e comemore os 10 anos desse imperdível filme.


Divulgaí

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