Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

Crítica: Rogue One - Uma História Star Wars

"Os rebeldes são feitos de esperança", diz Jyn Erso com um meio sorriso no rosto enquanto abre espaço para Star Wars: Uma Nova Esperança, literalmente e figurativamente.
Crítica: Rogue One - Uma História Star Wars
"Os rebeldes são feitos de esperança", diz Jyn Erso com um meio sorriso no rosto enquanto abre espaço para Star Wars: Uma Nova Esperança, literalmente e figurativamente. Sendo o rosto da liderança em Rogue One, novo spin off de Star Wars, a personagem interpretada por Felicity Jones cativa o público e seus companheiros de viagem: um latino, dois asiáticos e um androide. 
Todos diferentes entre si, mas em busca de um mesmo ideal: liberdade. Desde Chirrut Îmwe (Donnie Yen) que apenas quer rezar para a Força até Cassian Andor (Diego Luna) que tem que seguir ordens. Todos estão em busca de um momento de paz em meio a guerra. Uma que pela primeira vez não parece afetar apenas os Skywalkers.
Em Rogue One, o público pode sentir as reais consequências da escolha de Anakin pelo lado negro da força e entender que o triângulo que “começou” tudo isso, Luke, Leia e Han, é apenas uma fração do labirinto de dominós feito para a derrota do Império. Por esse motivo e diversos outros que Rogue é tão atual, mesmo se localizando em uma linha temporal anterior à Uma Nova Esperança.
Começando pelo o elenco diversificado e continuando por ele tratar de trabalho em equipe, colocar as diferenças de lado e lutar por um bem maior. Todos querem que Vader e o Império caiam, sejam os extremistas de Saw Guerrera (Forest Whitaker) ou os rebeldes pacíficos da Senadora. E essa confusão em que todos querem um mesmo ideal, mas não conseguem entrar em consenso, não é muito diferente da atual situação do mundo. Em outras palavras, a mensagem do filme é exatamente o que o médico receitou.
Mas para conseguir atingir os seus objetivos e passar a mensagem, o grupo improvável se transforma em um verdadeiro esquadrão suicida. Momentos de tensão e heroísmo, uma união familiar criada de forma tão natural, personagens que não são vilões nem heróis, mas que foram feitos para o público amar. Tudo que poderia se esperar em Esquadrão Suicida para se tornar o filme do ano, se consegue encontrar em Rogue One.
Começando pelo seu elenco que mistura nomes antigos, como os de Jimmy Smits, conhecido como Bail Organa do prelúdio da franquia; além de mais uma vez, James Earl Jones dando voz ao Darth Vader e com direito a presença, ou quase isso, do carismático Peter Cushing, que na trilogia original faz o Governador Tarkin, o braço direito de Vader.
Essa participação, que seria impossível já que o ator faleceu em 94, apenas mostra o avanço técnico que Star Wars ganhou. Mesmo atrelado a uma arte gráfica antiga, com animatronics e sempre optando por evitar o chroma key, a franquia da Guerra nas Estrelas provou neste longa que diferente do que aconteceu no prelúdio, não está interessada em cometer nenhum erro com CGI. Mas se usá-lo, conseguirá sair por cima sem problema nenhum.  
Voltando ao elenco, é bom lembrar que ele não é feito apenas de nomes conhecidos da franquia. Felicity Jones, Diego Luna, Donnie Yen, Wen Jiang, o querido robô K-2SOque lembra muito o Marvin de Guia do Mochileiro das Galáxias e é interpretado por Alan Tudyk. Todos conseguem captar o amor do público em pouquíssimo tempo e isso se deve não apenas ao roteiro, que dá espaço a cada um dos personagens, mas também a química do elenco. Analisando todo o filme, o seu ponto negativo mais gritante é como, provavelmente, não veremos esses personagens novamente tão cedo.
Mas, o animador é que Rogue One é o primeiro filme da franquia que não precisou tocar no nome “Skywalker” para ser bom e se inserir nesse universo. Logo, essa é a primeira chama de “esperança” para as antologias seguintes e para os novos rostos que poderão complementar a história dessa galáxia tão distante.

9
Divulgaí

Deixe sua opinião:)