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Crítica: Horizonte Profundo - Desastre no Golfo

O diretor Peter Berg, de O Grande Herói e O Reino, tenta balancear isso com uma simples cena introdutória, em que o personagem de Mark explica para a filha o seu trabalho na plataforma petroleira.
Crítica: Horizonte Profundo - Desastre no Golfo


Algumas histórias apenas chocam. Às vezes pela magnitude dos acontecimentos, outras por serem inacreditáveis. Em Horizonte Profundo não é diferente. Todos os fatos apresentados no filme são difíceis de se digerir pela simplicidade de como tudo poderia ser impedido, assim como também assusta por fazer o espectador perceber que aquele incêndio está longe de ser apenas um ponto pegando fogo no meio do mar.

E claro, também não dá para esquecer o desejo de viver de cada um dos personagens. Esses que como em todo bom filme de desastre baseado em fatos reais, possuem uma conexão emocional com as pessoas do lado de fora e de dentro do evento tornando tudo mais real e desesperador.

Para vivê-los, escolheram um elenco que cativa não apenas pelo histórico na televisão e cinema, mas pela performance. Como é o caso de Gina Rodriguez, mais conhecida pela série de comédia Jane The Virgin. Gina tem pouco espaço para se destacar e mostrar o seu talento, até porque mesmo havendo um protagonista, o tempo de tela tenta ser dividido igualmente para todos.

Mesmo assim a atriz se destaca, conseguindo desconstruir a imagem de garota sorridente dos seus outros papéis e trazendo uma personagem mais densa. Os nomes vão apenas se estendendo, com Mark Wahlberg, Dylan O’Brien, Kurt Russel e Kate Hudson.

Algo que se assemelha bastante a produção Os 33. Uma equipe muito boa contando uma história que todos tinham curiosidade, mas com dificuldades com seu enredo e ritmo. Horizonte Profundo parece dois filmes diferentes, um repleto de falas técnicas sobre o petroleiro, outro cheio de sangue, fogo e explosões.

Isso não torna o filme ruim, até por que os personagem passam de conhecedores e trabalhadores para pessoas perdidas na grande explosão no Golfo do Médico. Essa dualidade mostra a confusão deles de alguma forma, mas também cansa quem está assistindo por não conseguir entender todas as referências técnicas no longa.

O diretor Peter Berg, de O Grande Herói e O Reino, tenta balancear isso com uma simples cena introdutória, em que o personagem de Mark explica para a filha o seu trabalho na plataforma petroleira. Mantendo em mente a cena principal, todo o resto é mais fácil de digerir, mas isso não livra alguns momentos de serem enfadonho.

E é por isso que Peter sempre tenta trazer uma nova explosão ou tensão para a tela, mesmo quando os efeitos visuais não ajudam, o que não é algo constante. O uso da câmera tremida seguindo os personagens pelos corredores da plataforma, também é outra característica interessante.

Mesmo com seus pontos positivos, Horizonte Profundo - Desastre no Golfo não é um filme imprescindível, mas vale pela curiosidade do que realmente aconteceu naquele dia. É um longa simples sobre um herói comum com direito a bandeira americana para lembrar da superação do país. 

6
Divulgaí

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