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Crítica: X-Men: Apocalipse

Com alguns altos e muitos baixos, X-Men Apocalipse chega para fazer ótimas referências, e também preparar o terreno para uma nova tentativa de fazer dinheiro com uma das equipes favoritas dos quadrinhos

Com a estréia de Deadpool, a exigência do público para as adaptações de quadrinhos da FOX  aumentou, mas infelizmente, a qualidade dos filmes da franquia X-Men continua a mesma. Seguindo os eventos de Dias de Um Futuro Esquecido, Apocalipse saiu bem sucedido quando se trata de referências e cenas cômicas, mas cai nos mesmos erros dos antigos longas, além de cometer o mesmo de outros grandes: “correr” para terminar o filme, por que perdeu muito tempo desenvolvendo o resto.

Diferente dos últimos capítulos, Apocalipse se trata da história de uma equipe. Há focos, mas sem protagonista, isto é, sem holofotes sobre Logan, agradando aos fãs que tanto reclamavam desse detalhe. A aparição do personagem além de curta e simples, traz referência e estilo do quadrinho Arma X. Mas ao mesmo tempo, a falta de foco atrapalha, trazendo diversos rostos conhecidos e pouco aproveitamento de tela para eles. Começando pelo Instituto estar repleto de figurantes.

O que economizaram em Deadpool para fazer piada, agora utilizaram até demais. Dez anos se passaram entre os filmes e já temos um vislumbre do Instituto em seu auge. Mas com prós e contras, por esse motivo, acontece uma das melhores cenas do filme e novamente, protagonizada por Pietro/Mercúrio (Evan Peters). O personagem que antes era apenas um alívio cômico, desta vez ganhou mais destaque e promete ter um papel importante na equipe.

E então, se chega ao ponto que ainda incomoda. Mística, Magneto, Pietro. Todos os três estão longe de serem retratados como vilões. Na verdade, dentre os três, apenas Magneto traz  ideias opostas as de Charles Xavier. Enquanto isso, Mística continua confusa sobre quem será no futuro. E mesmo que Jennifer Lawrence diga que está no fim da saga dos mutantes, parece que este é o primeiro passo para o início de sua profissão como professora, mentora, líder dos X-Men.

A incongruência da personagem começa no momento em que vemos muito mais de Katniss Everdeen e menos de Raven. A forma original da mutante de pele azul tem pouco espaço e geralmente, surge por acidente. Talvez o pior é que a maquiagem e cabelo mal feitos façam com que o público prefira os cabelos loiros da atriz. Outro ponto que incomoda é a necessidade de dar lógica a características simples, como o cabelo branco da Tempestade.



Mas não tem como reclamar de algo que se tornou cultural na franquia X-Men. Descaraterização é algo que não falta, mas ao mesmo tempo, no final, temos um vislumbre de uniformes cada vez mais similares aos originais e personagens mais bem construídos. A pergunta que fica é se serão utilizados da forma correta ou apenas jogados para fazerem caras e bocas durante os próximos filmes.

Um dos pontos fortes é o seu roteiro, que faz piada consigo mesmo em alguns momentos e tenta unir todo o passado da história dos X-Men. Logo, é um pouco difícil juntar todas as peças sem ter visto Primeira Classe e Dias de Um Futuro Esquecido. Além disso, o enredo não se preocupa em contar a origem de cada um dos novos personagens, o que é mais uma das diversas perguntas que o filme criou sobre o futuro da franquia.

Algumas cenas da batalha final também se tornam um ponto forte por não pesarem em efeitos especiais e mostrarem o forte de cada um dos mutantes do núcleo principal. Às vezes se tratando apenas de poderes, outras de atuação. Não são necessários comentários sobre Michael Fassbender e James McAvoy, mas Sophie Turner mostrou que é muito mais do que um rosto bonito que sempre está se lamentando como já foi explorado em Game of Thrones. Ela e Tye Sheridan, o Ciclope, além do resto da equipe possuem química, o que é algo animador por podermos prever que estarão juntos por algum tempo.

Com alguns altos e muitos baixos, X-Men Apocalipse chega para fazer ótimas referências, e também preparar o terreno para uma nova tentativa de fazer dinheiro com uma das equipes favoritas dos quadrinhos. Depois de diversas cenas, parece difícil e cada vez mais longe a ideia de que a produtora ceda seus direitos de uso para a Marvel Studios, mas sim, que trabalhe para evitar os erros do passado. Agora, se irão criar novos, a história é outra.

PS: X-Men: Apocalipse possui uma cena após os créditos finais.

Divulgaí

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