Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

Crítica: Alice Através do Espelho

Com mais cor e um pouco menos "burtonices" que antes, Alice Através do Espelho é um bom entretenimento para qualquer idade, assim como o seu antecessor. Não apenas se divertir e quem sabe, se emocionar.
Crítica: Alice Através do Espelho

Tim Burton trouxe um novo olhar para o terror infantil. Fez sorrisos macabros e gritos se tornarem algo adorável para muitos. Não apenas com as suas histórias, mas também com umas já inventadas, que é o caso de Alice no País das Maravilhas.

Voltando ao reino mágico de Alice, Chapeleiro, a Rainha Vermelha e vários outros personagens, se percebe que mesmo com o primeiro não sendo visto como algo tão bom, em sua sequência parece que alguma coisa está faltando, mesmo que tudo esteja lá.

A direção de James Bobin não prejudica a história no final, mas ele a conta de forma tão rápida e com tantos enredos postos um acima do outro que torna tudo um pouco confuso. Nela, revemos Alice quebrando novamente os paradigmas impostos pelos homens da sua sociedade, dentre eles, sendo a capitã do navio do pai. Mas um novo problema faz sua presença necessária no País das Maravilhas.

Em Alice Através do Espelho temos pelo menos quatro enredos diferentes que fazem o relógio girar. Primeiramente a vida de Alice no mundo real, depois sobre a família do Chapeleiro, o Tempo, e as consequências de se mexer com ele, e os segredos entre a Rainha Vermelha e a sua irmã. O único problema é que todos os três plots não se unem de forma orgânica e somado aos efeitos especiais, parece que é muito para se contar em pouco tempo.

Mesmo com corte de cenas rápidos e bastante cenas de transição para contar muito em pouco tempo, Alice se supera por trazer o saudosismo de um dos live actions inaugurais da Disney. Alice no País das Maravilha foi um marco e o pontapé para o estúdio produzir Mogli, Malévola, OzCinderela. Agora, com tantas produções do tipo, Alice retorna para dar adeus. Assim como no primeiro filme, não parece ter motivos para revisitarmos os personagens, mas desta vez parece sério.

Não se despedir apenas deles, mas também da voz de Alan Rickman que dubla a Lagarta . Em uma homenagem final, não tem como não sorrir e ficar feliz, mesmo que seja a última vez que escutaremos a voz do ator em algo inédito. E dentre tantos atores que aparecem diversas vezes, a voz de Alan é uma das que se fica no espectador.

Mesmo com o destaque do Tempo interpretado por Sacha Baron Cohen, em que seus diálogos roubam as cenas. Ou os figurinos de Mia Wackowski que mudam pelo menos quatro vezes, em cada um trazendo as cores e loucura de onde está. Além dos trejeitos de Anne Hathaway e a atuação exagerada de Johnny Deep e Helena Bonham Carter que tiram sorrisos.

E em falando da "maldita cabeçuda", a Rainha Vermelha, não tem como não comentar a vontade do estúdio de humanizar vilões. Assim como em Malévola, o filme tenta fazer o público perdoar as cabeças que rolaram anteriormente. Apesar que falha um pouco pelos motivos já mencionados.

Mas como a maior parte dos blockbusters, está cheio de pontos altos e baixos, mas mesmo assim, não tem como ignorar a nova produção da Disney. Com mais cor e um pouco menos "burtonices" que antes, Alice Através do Espelho é um bom entretenimento para qualquer idade, assim como o seu antecessor. Não apenas se divertir e quem sabe, se emocionar.
Divulgaí

Deixe sua opinião:)