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Reflexões de um cinéfilo: Crítica vs Público

Reflexões de um cinéfilo: Crítica vs Público

Já vimos isso antes. Anos de preparação. Trailers incríveis sobre personagens incríveis. A expectativa subindo, o público urrando de felicidade, mas então... As críticas vem. Os bicos torcidos surgem. “Não me importo com as críticas, quero ver o filme,” é o que dizem. O público trata de definir o que é bom para si mesmo, tenha furos de roteiro, motivações fracas ou personagens confusos. Talvez o grande problema desta equação é a reação da produção mediante ao sucesso. O que as produtoras fazem a seguir? Escutam as críticas e melhoram os defeitos ou olham para o dinheiro e fazem tudo do mesmo jeito?

Os dois. Como aconteceu com Deadpool, a Fox decidiu fazer uma “carta de desculpas” cinematográfica, colocando os pontos nos “is” e conseguindo criar uma das melhores adaptações de histórias em quadrinhos. A mesma produtora que alguns meses atrás desistiu de qualquer outra continuação para o seu fracasso, o Quarteto Fantástico. Mas o que realmente define um filme como fracasso ou sucesso é o público.

É quase desencorajador escrever uma boa crítica mostrando todos os pontos bons e ruins se no final ainda tem que ler: “Não é um filme para mentes pequenas.” Saber que em muitos casos nem a produtora nem o público se importam com sua opinião, por que “o seu olhar é diferente do público alvo”. Realmente, um crítico vai ver como é fraco o motivo para Superman e Batman deixarem de brigar, ou como Bruce Wayne se torna um hipócrita, também vai observar como o longa parece uma “costura” de cenas que mal conseguem se ligar.

Mas esse mesmo público “especializado” ou que as vezes é apenas um fã de cinema, também cede a dizer que foi uma das melhores cenas de luta, bem produzida, coreografada e repleta de efeitos, mas sem perder sua autenticidade. Esse mesmo público também admite que será um sucesso, por que é o sonho de muitos e nesse sonho, geralmente não há erros. Infelizmente, ou bem mais felizmente, o público que está indo para as salas de cinema nesses últimos dias são as crianças de anos atrás que corriam para chegar em casa antes de começar Liga da Justiça ou X-Men: Evolution.

É até estranho pensar que este seria um artigo sobre os diversos erros de Batman vs Superman, quase uma forma de “catequizar” aqueles eufóricos pelo filme. Mas para quê? Para quê começar um texto com: “Por que Batman v Superman não é bom?”, quando a verdadeira questão é algo que ronda o cinema há séculos. Uma luta silenciosa entre crítica e público. Uma pergunta maior ainda: Por que tentar desanimar quem está esperando isso faz três anos? A resposta provavelmente é algum comentário errante que “chutou” o ego desse crítico.

Mais provável ainda que seja apenas o cansaço de ler os diversos comentários defendendo e agredindo o filme. Alguns necessários, outros apenas um jeito de promover a própria crítica e opinião. Pois não há forma melhor de fazer sucesso do que seguir contra a correnteza, falar mal do que todos estão falando bem. Sempre terá quem odiou e quem amou, ultrapassar a linha do respeito e ir contra as opiniões do próximo é o pior que pode acontecer nesse tipo de situação. O melhor aqui é deixar a Guerra Civil só para abril.


Divulgaí

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