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Reflexões de um cinéfilo: “Onde os trajes amarelos não tem vez...”

Adaptar, modificar, fazer igual. A maioria se atém a esses termos para ter explicações para cada escolha, mas a verdade é que deveriam estar curtindo o momento e fase que tantos esperavam, ao invés de dizer que o uniforme da Elektra não é sexy ou vermelho o bastante.
Reflexões de um cinéfilo: “Onde os trajes amarelos não tem vez”
...Ou talvez fosse assim que a indústria cinematográfica dos quadrinhos era vista, quando não existiam efeitos exagerados e os maquiadores e figurinistas tinham o desafio de transformar um desenho em algo confortável para o ator, convencional para a produtora e agradável para os fãs.
Trajes vermelhos e com "tanquinhos" colados, peles verdes e pessoas naturalmente fortes para interpretar personagens fortes. Infelizmente, a tentativa demorou a dar certo.

O enredo não ajudava a caracterização e vice-versa. Hoje, essas tentativas são vistas como piadas e memes, como as series antigas da Marvel e o filme das tardes da globo com uma Liga da Justiça "estranha" de 1997. Mas o que mudou de antes para agora, onde fãs diziam "por favor, não façam isso" e hoje: "está perfeito assim"?

Não dá para agradar todos, mas quando se trata de caracterização e adaptação de personagens de historias em quadrinhos, parece que não se agrada à ninguém. Me pergunto como deve ser complicado escolher o tecido, o corte e a forma certa de criar um uniforme de super herói. Por que sejamos sincero, os artistas das editoras não dão a minima para como o design do uniforme é inconveniente.

E então, depois de tantas tentativas do profissional, ver o trabalho pronto para no fim ler um tweet maldoso, ou um simples: "está diferente". E o que hoje está diferente, ontem era fiel, mas estranho e ruim. Como no longa Geração X de 1996, onde temos uma Jubileu idêntica a novata dos X-Men, mas todo o resto fez o longa se tornar uma piada.

É até irônico verem reclamar hoje o que sempre tiveram antes. Mas a pergunta continua: O que mudou? Efeitos especiais? Maquiadores e figurinistas aprenderam a se adaptar? Provavelmente não. Enquanto a indústria de filmes e séries de super-heróis fracassava com o público, a de terror se superava a cada ano com máscaras cada vez melhores, sangue falso mais grotesco e historias mais interessantes.

Quando se trata de imaginação e execução, filmes de terror e de super heróis não são tão diferentes. Mas voltando à questão desta coluna, a resposta é nada. Nada mudou. Mesmo que Deadpool se torne um sucesso de bilheterias e que a roupa nada convencional e útil do herói tenha sido adaptada da forma mais fiel possível, ainda existirá uma parte do público reclamando de que poderia ser melhor, que havia CGI demais ou que não é tão bom quanto parece.

Adaptar, modificar, fazer igual. A maioria se atém a esses termos para ter explicações para cada escolha, mas a verdade é que deveriam estar curtindo o momento e fase que tantos esperavam, ao invés de dizer que o uniforme da Elektra não é sexy ou vermelho o bastante.


Divulgaí

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