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Crítica: O Regresso

O Regresso parece mais um filme pensado por Tarantino, mas que carrega a marca da direção contínua de Alejandro Gonzáles Iñárritu
Crítica: O Regresso
Com uma duração de duas horas e trinta e seis minutos, um plano de fundo nevado e o tema vingança contemplando toda a história, O Regresso parece mais um filme pensado por Tarantino, mas que carrega a marca da direção contínua de Alejandro Gonzáles Iñárritu. Toda a fotografia e direção de arte dispensa apresentações ou elogios, com uma iluminação natural, toda as qualidades esperadas de um filme indicado ao Oscar são apresentadas pelo ar glacial, as cores pálidas e o silêncio da natureza.

Parcialmente baseado na obra de Michael Punke, O Regresso é um filme contemplativo. Começando pela sua fotografia e terminando com as imensas cenas de suporte, onde o telespectador passa segundos encarando as montanhas glaciais. E devido a isso, muito do que se passa é lento, o seu enredo mostra os dias de dor e monotonia do personagem. No final, é bem capaz, que quem esteja vendo, se sinta tão cansado quanto Glass após a sua jornada. Mas ao mesmo tempo que trata de lentidão, o longa consegue alternar entre momentos frustrantes de tédio e cenas de tensão, tentando manter a atenção sempre ativa, além da curiosidade do que irá acontecer no final.

Com a sucessão de eventos que transformam a vida de Hugh Glass, em todos os momentos, principalmente nos segundos finais, parece que Leonardo Dicaprio tenta mostrar o seu melhor e no final ainda perguntar mentalmente: “E dessa vez? Eu mereço o Oscar?” Até mesmo em silêncio, com seu personagem impedido de falar, o ator consegue passar todo o medo e frustração de seu personagem apenas através dos olhos. Tom Hardy por outro lado consegue manter um bom vilão coadjuvante, sem grandes momentos. No fim, todo o longa faz com que Leonardo se destaque no longa.

O que mais se destaca é como o longa consegue trabalhar em equilíbrio com a excelente fotografia de Emmanuel Lubezki (Gravidade e Birdman) e um ritmo e roteiro que apenas o longa tem. Detalhe que é raro no cinema atual, onde há sempre um lado da balança que pesa mais. Mas não é apenas esses dois pontos. Cenário, figurino, montagem, design de produção, todos os detalhes técnicos foram feito de forma excelente para The Revenant se tornar uma experiência audiovisual de tirar o fôlego.

Podendo ser novamente uma surpresa, O Regresso tem grandes chances de ganhar a cobiçada estatueta de melhor filme, mas ao mesmo tempo parece improvável com um roteiro mais parado do que o antecessor de Iñárritú, Birdman. Por outro lado, ele consegue ganhar o título de um dos filmes mais belos da última década e quem sabe, o tão esperado Oscar do DiCaprio.

Divulgaí

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