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Crítica: Brooklyn

Uma fotografia agradável. Um figurino maravilhoso. Uma típica história de romance, com uma simplicidade pouco vista nos últimos anos, mas que consegue cativar.
Crítica: Brooklyn

Todo o ano, no Oscar temos um filme onde cativa o público, mas deixa aquela pergunta no ar: “Por que ele foi indicado?” Baseado no livro homônimo, Brooklyn é o longa da vez, em que possui uma ótima fotografia e um elenco repleto de rostos conhecidos e talentos renomados, mas que no fim das contas é apenas um ótimo entretenimento, mas sem aquele “quê” para uma indicação ao Oscar.

Em alguns filmes, como em Tomates Verdes Fritos, o tempo passa, os personagens envelhecem, mas o lugar onde as histórias foram contadas continua imortal. No final das contas, o verdadeiro protagonista é o cenário em si, mas em Brooklyn não há nada além de Ellis. Mesmo o bairro dos EUA ser o que move a história, os medos e receios da personagem, ele é apenas um plano de fundo, assim como a Irlanda.

Em seu segundo filme, John Crowley é indicado ao Oscar. Pouco conhecido, irlandês e aos 47 anos mostra bastante do seu talento, fazendo a jovem Saoirse Ronan brilhar em frente as lentes da câmera. Não falta talento para a protagonista, na verdade, em diversos momentos, ela carrega o filme consigo, alternando entre as suas lágrimas e risos, cativando o telespectador, mas ao mesmo tempo, muito disso se deve a direção e fotografia de Brooklyn.

Assim como em qualquer romance similar, todos os personagens foram feitos para interferirem na vida da protagonista, mas nunca roubar os holofotes dela. E é o que acontece. Vemos diversos rostos conhecidos, como Domhall Gleeson (que deve ser a sua quarta participação do ano em algum filme), Emily Bett Rickards ou Julie Walters, mas nenhum que se destaca em sua atuação, sempre deixando a deixa para Saoirse.  

Além dos detalhes técnicos, o que mais se destaca é o seu roteiro. De forma circular, vemos o surgimento e brilho da jovem Ellis, as nuances que são formadas e desafiadas de sua personalidade e no fim, há um verdadeiro ponto final, o telespectador consegue ligar os pontos e não fica se perguntando o que há depois dali. Mas por outro lado, toda a circularidade do roteiro o torna previsível e sem grandes viradas.

Mas se a história não consegue prender o público, os diálogos conseguem. Mesmo tratando de um romance histórico, Brooklyn consegue trabalhar com diversos gêneros dentro dele, fazendo com que se emocione com o discurso da personagem, mas também ria com alguma piada. Dando ênfase ao pequeno James DiGiacomo, que quando aparece no enredo, consegue brilhar em frente as câmeras com seu jeito cômico e espontâneo.

Uma fotografia agradável. Um figurino maravilhoso. Uma típica história de romance, com uma simplicidade pouco vista nos últimos anos, mas que consegue cativar. Por esses e outros motivos, Brooklyn é um ótimo entretenimento para o fim de semana, mas acaba decepcionando quando se descobre que foi indicado à melhor filme.

Divulgaí

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