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Crítica: Boa Noite, Mamãe

Mesmo tratando de apenas um mistério, sobre a possível criatura que tomou o lugar da mãe de Lukas e Elias, o filme joga diversos mistérios

Já faz tempo desde que o público apenas consumia trailers nas salas de cinema, agora o acesso a esses curtos produtos pode ocorrer no ônibus, metro, em casa. Em resumo, onde a internet der acesso. O que parecia uma solução de marketing, se tornou um problema para o público. O mais comum hoje em dia é a venda de um produto nos trailers e um filme totalmente diferente no cinema. Assim como aconteceu com Vingadores 2 para alguns, pode acontecer com Boa Noite, Mamãe, para outros.

Com um enredo já tão simples e batido sobre uma casa longíngua e um ser estranho dentre os demais, o terror tem o poder de colocar diversas cartas na mesa, mas revelar apenas algumas com o decorrer da trama. Todo o ambiente do longa austríaco foi criado para se tornar mais um terror psicológico, comparado ao A Pele que Habito, mas para quem assistiu ao trailer, pode estar esperando um suspense gótico de fazer gritar e pular da cadeira.

Mesmo tratando de apenas um mistério, sobre a possível criatura que tomou o lugar da mãe de Lukas e Elias, o filme joga diversos mistérios, como se fossem João e Maria marcando o caminho com migalhas de pão, o único problema é não terem tempo suficiente para explicar tudo. Por isso, o detalhe principal conseguiu ficar tão óbvio, que em meia hora, o público já pode identificá-lo.

No fim, o roteiro pode se tornar apenas mais uma decepção do ano ou uma viagem psicológica que navega por diversos simbolismos ou sonhos. Mas preferências a parte, as atuações conseguem surpreender, principalmente dos meninos de mesmo nome de seus personagens, Lukas e Elias Schwartz, que em diversos momentos tem que carregar o ritmo e trama nos ombros para manter o telespectador atento.

E mesmo que as poucas cenas de Susanne West no papel de Die Mutter possam não agradar, a simples maquiagem feita que sugere um pós-operatório transforma a personagem em uma vilã de dar calafrios no telespectador. A direção feita pelo montador “estreante”, Severin Fiala, foi um dos pontos fortes em que conseguiu manter sempre o suspense no ar, um detalhe importante para a proposta do terror psicológico.

Boa Noite, Mamãe, mesmo com cenas que incomodam, possui uma dinâmica mais lenta, diferente da mostrada em seu trailer. Seu roteiro para os desavisados parece ser outro e talvez até a impolgação de dizer “Preciso assistir esse filme” é diferente quando o filme chega aos créditos finais. Depois de algumas horas tentando entender o que o trailer e o produto final tem de parecidos e diferentes, já se consegue compreender o por que da Áustria ter escolhido o longa para a corrida pelo Oscar 2016 de Melhor Filme Estrangeiro.


Divulgaí

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