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Reflexões de um cinéfilo: Quando se é marcado pela vida!

Não é nada incomum ver um filme dos anos oitenta e reconhecer mais que meia dúzia de rostos, que hoje, são ícones da cultura pop
Reflexões de um cinéfilo: Quando se é marcado pela vida!

Não é nada incomum ver um filme dos anos oitenta e reconhecer mais que meia dúzia de rostos, que hoje, são ícones da cultura pop. Menos incomum é saber que alguns ícones daquela época se perderam pelas calçadas de Hollywood e agora vivem em suas casas, como pais ou mães.  É como o seu amigo que na época da escola era um desengonçado e vira o "galã" de novela que sempre sonhou. Ou vice-versa. Molly Ringwald, por exemplo, era o rostinho da adolescência nos anos oitenta, foi então que cresceu e percebeu que não dava mais para ser a garota de casos inocentes. Mas seu companheiro de tela em ‘A Garota de Rosa Shocking’, se deu bem e usou todo seu estilo espalhafatoso se tornando o irmão de Charlie Sheen em ‘Dois homens e meio’. Seu nome é John Cryer, mas você o conhece como Alan.

Feliz ou infelizmente, as pessoas são marcadas pelo passado e isso influência diretamente no futuro. Parece bizarro quando dizem que "se foi para a internet, não tem mais jeito". Talvez pareça tão surreal por que vivemos em uma era onde o permanente é algo fluido, como diria Zygmunt Bauman. Mas se a internet não é um meio de ser marcado, o cinema é o lugar onde pode surgir e ser gravado na história o lado B de qualquer artista. Ou um lado A tão bom que é difícil sair da base de expectativa prévia. Achar nomes de atores e diretores que estão nessa situação não é uma tarefa difícil.

Daniel Radcliffe. M. Night Shyamalan. Robert Pattison. Kristen Stewart. Por sorte Jennifer Lawrence já se mostrou livre de ser marcada em sagas adolescentes faz uma ou duas indicações ao Oscar atrás. Mas não escutar o famoso: "A Kristen tem a mesma cara em todo filme" não é nada incomum, até por que quem fala isso provavelmente não viu ‘Camp X Ray’ ou ‘Acimas das Nuvens’. E o famoso Harry que se chama Daniel? Encontrou no terror um público que consegue lembrar seu nome. Não que o antigo público fosse ruim, mas é que as pessoas crescem e mudam.

Com ‘A Mulher de Preto’, Daniel mostrou que não seria apenas o garoto que fez Harry Potter, ele cresceu, como pessoa e ator. Assim como Emma Watson. Ou o menino de ‘A Fantástica Fábrica de Chocolate’, o Freddie Highmore. Não podemos esquecer do pirata mais errante do Caribe, Johnny Deep. Ficar marcado por um papel deve ser tão embaraçoso quanto ser lembrado daquela vez em que você fez besteira depois de encher a cara naquela festa. Imagina como deve ser irritante para Maggie Wheeler, quando gritam "Oh my God!" na frente dela por causa do seu papel como Janice em Friends? E claro, o esquecido pela mãe e Hollywood, Macaulay Culkin. Não fazer a famosa careta do ator na frente dele deve ser um desafio.

Mais  embaraçoso deve ser escutar o: "Andou sumido, em?" quando a pessoa pode ter estado em diversos projetos com outros papéis ao invés do de ator. Pior é ser esquecido quando tinha tudo para ser o rostinho da maioridade, como foi com Molly Ringwald. Ela poderia ter sido a Julia Roberts de hoje em dia, ou não. Chega a ser cômico dizer: “Mas a Julia se encaixa muito mais para o papel”. Quem sabe? Molly Ringwald também podia se encaixar. Mas não adianta lamentar, no fim não é nada tão ruim assim. Ela ainda está por ai, vivendo a vida dela, fazendo o que pode, sendo feliz. E de quebra foi a mãe da Shailene Woodley antes de se tornar famosa com Divergente.

Ficar marcado, seja de forma boa ou ruim é inevitável, seja na vida cotidiana de nós, "meros mortais", ou dos "deuses do olimpo" que são as celebridades de hoje e de antigamente. Poder lidar com isso e dizer: "Passou, agora é assim, vamos seguir em frente" é o mais complicado, mas também o mais sábio a se fazer. Por que como diz aquele ditado tão sem graça, quem vive de passado é museu.


Divulgaí

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