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Crítica: Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme

Crítica: Snoopy e Charlie Brown - Peanuts, O Filme

Como matar dois coelhos com apenas uma cajadada? Primeiramente, pegue um material antigo e depois faça um produto em que traga elementos novos para o público que desconhece a origem, mas sempre pensando nos antigos fãs. Sabendo alternar entre o novo e o antigo, tudo tem como sair bem e logo, um filme simples de noventa minutos, pode se tornar uma das melhores animações do ano. Esse é o caso de Charlie Brown e Snoopy, ou Peanuts, o filme. Seguindo a ideia de trazer antigos personagens para novas aventuras, vemos mais uma vez a turma do Minduim, mas de forma diferente.

Não é incomum estranhar todas as novidades de Peanuts, começando por sua animação, que sai dos traços simples e coloração opaca para personagens brilhantes animados em computador. Para quem achou que toda a essência dos desenhos de Charles Schulz poderia sumir, estava enganado. Mesmo em computação gráfica, tudo foi mantido, desde a boca torta até o jeito engraçado de andar. Dando ênfase aos traços “errantes” de movimentos de personagem, sujeira, etc, trazendo da memória os cartoons de onde foram originados.

Se os desenhos foram mantidos, todas as personalidades também continuaram ali. A quieta Marcie, a autoritária Lucy, o desastrado Charlie Brown. Cada um da sua forma peculiar, mas com uma nova história e também novos personagens. O roteiro principal é dividido em dois, uma parte onde vemos Snoopy voando em sua casinha de cachorro tentando encontrar o seu novo amor e outra onde Minduim tenta se aproximar da “Garota Ruiva”, personagem nova, mas pouco explorada.

Alternando entre as duas, diveras discussões e lições são postas à tona. Sobre autenticidade, medo de falhar, dentre outras. O ponto alto da animação fica por conta do cenário, a experiência em 3D consegue trazer a profundidade dos locais em que os personagens vivem, mas mantendo o estilo “achatado” deles. Esta é apenas a quarta animação de Steve Martino, mas conseguiu se superar depois de A Era do Gelo 4.

Conseguindo tirar diversas risadas, o longa é repleto de referências dos filmes antigos, mas as informações são tão sutis que não é necessário ter um conhecimento prévio para entender toda a história. É apenas sentar e curtir as clássicas cenas de dança, Schroeder tocando seu piano e Lucy se divertindo com a ingenuidade de Charlie Brown. Com este pontapé inicial, não dá para não imaginar diversas sequências para Peanuts.

Divulgaí

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