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Crítica: Os Oito Odiados #2

Os Oito Odiados está longe de ser o melhor filme do diretor, mas consegue surpreender quando o quesito é roteiro.
Crítica: Os 8 Odiados

Tarantino volta para mais um longa sangrento e divertido, desta vez quebrando todo o esteriótipo de que faroestes devem ser quentes e poeirentos, levando pistolas, caçadores de recompensas, assassinos e chapéis de cowboy para a neve. O oitavo filme do diretor já é considerado o oitavo sucesso do mesmo. Com um elenco que mistura grandes nomes, parcerias já conhecidas e novas atuações, Os 8 Odiados é uma boa pedida para o público antigo e atual de Quentin.

Dividido em seis capítulos, o filme é muito similar à O Enigma de Outro Mundo (1982), por dois simples motivos: Kurt Russell e a premissa principal de um grupo, onde ninguém sabe ao certo quem é o verdadeiro vilão. E claro, todos isolados devido à uma grande nevasca. O que difere é a ameaça não ser alienígena, mas um ser humano comum e claro, toda a história ser amarrada para tratar de vingança e assassinato, ao estilo de Tarantino.

Diferente de diretores como M. Night Shyamalan, Tarantino não deixou a qualidade cair com o passar dos anos. Direção e roteiro continuam sendo especialidade dele. E somado a um elenco que já o conhece e qualidade em fotografia e trilha sonora, não poderia sair uma produção menor do que o esperado. O branco e o vermelho é usado e abusado em diversos takes, sempre trazendo a ideia de um ambiente frio e a selvageria dos personagens. E a música inicial, com os créditos “intermináveis” preparam o espectador para um cenário hostil e já bem conhecido, o faroeste após a guerra da dependência entre o Norte e Sul.

Depois do papel do velho racista em Django Livre, em que a maioria nem ao menos percebeu sua presença, Samuel L. Jackson retorna para mais uma parceria com Tarantino, desta vez mostrando todo o seu talento “exagerado” como um caçador de recompensas. Mas não apenas ele, todos se destacam com os famosos monólogos do roteirista, levando as emoções dos personagens e público à flor da pele.

E claro, o nome do diretor já é sinônimo para cabeças explodindo, cenas violentas e muito sangue sendo jogado no rosto do elenco. A “garota” da vez foi Jennifer Jason Leigh que durante todo o filme recebe litros de sangue no rosto e junto de seus sorrisos sádicos, uma contradição de sorrisos e medo surgem. Mas quem realmente se destacou foi Tim Roth com sua atuação diferente, em que todo momento que se apresentava, conseguia roubar a cena e junto, algumas gargalhadas.

Os Oito Odiados está longe de ser o melhor filme do diretor, mas consegue surpreender quando o quesito é roteiro. Quentin Tarantino conseguiu, novamente, correlacionar todos os personagens principais, fazendo com que cada um tivesse uma ponta interessante na história maior, o único problema é que devido a isso, os capítulos iniciais são chatos e lentos. “Devagar como melaço...”, como disse o personagem de Kurt Russell. Mas quando o sangue começa a pingar e balas são atiradas para todos os lados, o ritmo prende o telespectador até o fim.

Divulgaí

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