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Crítica: “Creed - Nascido Para Lutar”

Crítica: “Creed - Nascido Para Lutar”

Tocar em material antigo e clássico não é para qualquer um, principalmente quando se trata da franquia Rocky, que teve seis filmes, sendo o primeiro, o que consagrou o ator Sylvester Stallone em Hollywood. Não apenas é necessário ser corajoso, mas saber trabalhar com um personagem que já teve todo o seu proveito utilizado, mas Ryan Coogler conseguiu fazer com perfeição. Creed é o novo filme da história de Rocky Balboa, ou o Garalhão Italiano, e em duas horas e quinze, conseguiu ser mais dinâmico e interessante que o seu primeiro filme.

A genialidade do roteiro começa com o nome do filho de Apollo Creed, Adonis. Toda a nova história do rapaz seguir os passos do pai foi pensada de forma a ficar amarrada com os outros seis filmes. Coogler com o decorrer do filme, trás todos os elementos para um fã de longa data sorrir de felicidade e de um novo, se interessar pelo material antigo. Trazendo Michael B. Jordan no papel principal, Sylvester Stallone em sua sétima vez como Rocky e Tessa Thompson com sua voz de arrepiar, o longa consegue se manter em um ritmo de deixar o coração do telespectador na boca.

Depois de uma atuação meia-boca e preguiçosa em Quarteto Fantástico, a maioria já tinha desistido de Jordan, mas em Creed, o ator trás o seu verdadeiro potencial, conseguindo ser engraçado, dramático e romântico. Poderia muito bem ganhar um globo de ouro ou uma boa homenagem por sua atuação, se não fosse Stallone roubando a cena todas as vezes que dava as caras. O ator, não faz muito tempo foi esquecido pelo “grande cinema”. Fazendo filmes de ação para atrair facilmente consumidores, ninguém mais esperava que Stallone fosse conseguir uma indicação ou prêmio por um filme de drama. Muito menos por um papel tão “manjado” por ele. Mas em Creed, consegue se sobressair até mais que nos filmes anteriores.

Sendo posto como ator coadjuvante, Sylvester está sem os shorts de boxeador e desta vez, precisa fazer muito mais do que correr, fazer piadas sem graça e dar socos. Precisou mostrar a queda de uma lenda e a luta diária contra o “vencedor invicto”, o tempo. A história deste “revival” não se ateve a trazer grandes plot twists, mas trouxe mais do mesmo com mais drama. Vários elementos originais podem ser vistos com o passar da história, do motivo para o número um do mundo querer lutar com Creed (apenas publicidade) até o interesse romântico do protagonista.

Mas o que não se sobressai em roteiro, fica por conta da fotografia e trilha sonora. A maioria das músicas foram cantadas por Tessa e o resto, a mixagem da música-tema do primeiro filme. A direção, por sua vez, consegue ser superior aos do filme original, principalmente quando se tratam das lutas, sabendo o momento certo onde adicionar uma cena em slow motion, ou um rápido infográfico com as informações de algum personagem.

No fim, Creed consegue arrancar risadas, lágrimas e ainda por o público na ponta da cadeira de ansiedade. E mesmo que uma continuação pareça pouco provável devido a forma com que foi concluído, o longa trás esperança de que Hollywood esteja finalmente aprendendo a “ressuscitar” franquias.


Divulgaí

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