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Top 10: Melhores filmes de 2015 #3

Depois de tantos problemas durante a produção eu quase perdi a fé, mas o resultado não me decepcionou nem um pouco, e superou em muito as expectativas. A obra envolve um mundo distorcido que satiriza nossos sistemas e construções enquanto crítica sua loucura intrínseca. Não há tempo para respirar enquanto na tela as uma torrente de imagens extraordinárias empurram a ação para um nível extremo. Além disso, é indispensável dizer que o filme criou quase instantaneamente um dos maiores ícones femininos do cinema de ação: Imperatriz Furiosa.

Filme que comenta de maneira sútil as regras de convivência implícitas criadas pelo abismo de classes na sociedade brasileira. É essencial por nos convidar a refletir sobre as mudanças econômicas e sociais experimentadas no Brasil nos últimos anos, e isso tudo apenas acompanhando a trajetória quase minimalista e frequentemente engraçada de Val, vívida magistralmente por Regina Casé em uma história que certamente parecerá extremamente familiar para inúmeros expectadores. Não me furto dizer que estive sentimentalmente envolvida com a trama, na qual me reconheci algumas vezes. Mas tenho certeza que não cometi nenhum erro dedicando lágrimas e aplausos na mesma medida a esta obra.

Após os pouco empolgantes episódios I, II e III, chegou a hora de J.J Abrams lembrar o que o próprio George Lucas havia esquecido: Star Wars é principalmente sobre diversão. Não que este não seja um filme complexo, mas ele é especialmente bom em fazer seus personagens amáveis e relacionáveis antes de mais nada, algo que é fundamental para o sucesso de qualquer franquia. Dessa forma, Rey e Finn já são protagonistas icônicos e sua relação é engraçada e terna. E claro, a produção do filme não é menos que incrível, com efeitos especiais e técnicos irretocáveis. Esse recomeço proporciona uma experiência cinematográfica que só podemos imaginar ser o mais próxima daquela experimentada pela primeira vez em 1977. E claro, já é criada uma torcida para que os próximos continuem no mesmo nível

Perdido em Marte pode não ser o melhor mas seja talvez o mais cativante filme do ano. Em uma trama lotada de obstáculos, somos arrastados até Marte para acompanhar a meticulosa caçada por soluções junto ao protagonista e os especialistas da NASA, até chegar em um pico onde é preciso segurar o fôlego para suportar a tensão desenrolada na tela. No elenco não há ninguém que entregue menos que uma atuação decente o que ajuda muito no engajamento do expectador com a história. Até mesmo o papo científico, que sempre corre o risco de ser enfadonho, soa convincente e estimulante. É um grande acerto de Ridley Scott, embora menos ambicioso de que seus últimos trabalhos esbanja força com seus personagens e história, sendo capaz de divertir, emocionar e surpreender.

Após um período marcado por produções medianas, a Pixar voltou com toda a força este ano entregando uma de suas obras mais profundas e delicadas. Divertidamente explora a desconstrução da mente de Riley uma garota de 11 anos através de personagens irreverentes que compõe aspectos da sua personalidade. Alternando momentos dramáticos e outros leves como uma pluma, o resultado é um filme com incríveis sacadas sobre o funcionamento da mente e lições sobre amadurecimento e recomeço capazes de fazer refletir e até mesmo emocionar.

A terceira ficção científica que aparece nesta lista, embora possua uma produção bem mais tímida, não fica em nada para trás em termos de conteúdo. Com uma atmosfera sempre ambígua e tensa, a obra insere uma complexa discussão sobre Inteligência Artificial que culmina em questionamento filosóficos acerca da própria evolução do relacionamento do homem e a tecnologia criada por ele. Tudo isso é ainda acompanhado por um trio de atuações fantásticas de Alicia Vikander, Oscar Isaac e Domhnall Gleeson. Infelizmente esta obra passou quase despercebida no Brasil, mas com certeza merece tanta atenção quanto todos os outros blockbusters dessa lista.

O melhor a se dizer sobre a Travessia é que oferece uma experiência em 3D que supera em muito a de grandes blockbusters apoiados no espetáculo. De quebra, nos convida a conhecer um personagem irreverente e divertido em sua incessante e as vezes insana busca para realizar um sonho que parece absolutamente incompreensível para a maioria das pessoas. Dessa forma, o que Robert Zemeckis faz é nos fazer compreender o incompreensível através da imersão nessa experiência, os momentos mais tensos são suficientemente tensos para fazer até os menos impressionáveis apertarem o braço da poltrona. Embora certamente não chegue nem perto de rivalizar com a experiência real, certamente é o mais próximo que um filme já conseguiu chegar.

Aqui temos mais um exemplar de que os filmes espião nunca cansam e sempre conseguem entusiasmar quando bem realizados. Nesta quinta edição da franquia, encontramos tudo o que um Missão:Impossível precisa: Femme Fatale, Tom Cruise protagonizando cenas incríveis de ação, uma equipe muito bem entrosada e um plano complexo e empolgante. Embora seja um filme extremamente movimentado, nunca ficamos com a sensação de sobrecarga de ação como em alguns exemplares do gênero, talvez porque é pontuado de maneira bem humorada e leve, e tais momentos são sempre bem colocados.

Você poderia pensar que este é apenas mais um romance adolescente com uma trama de câncer. Mas este aqui se destaca pela irreverência e por contar com um trio de protagonistas muito cativantes. O foco não é no romance e sim nas relações que construímos com pessoas especiais e as marcas que elas deixam para sempre em nossas vida. Para melhorar, o filme ainda possui inúmeras referências que irão fazer qualquer amante do cinema dar algumas risadas.


Neste filme que sem fazer muito barulho mas rapidamente se converteu numa das maiores surpresas do ano, Matthew Vaughn, responsável pelo ridiculamente divertido Kick Ass, acerta novamente com uma obra que homenageia e parodia o subgênero dos filmes de espionagem. Ele convence principalmente através das cenas de ação atordoantes e das piadas ácidas. E claro, não há nada mais divertido do que ver um verdadeiro gentleman como Colin Firth quebrando tudo e todos com um terno milimetricamente alinhado.

Divulgaí

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