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Crítica: DRÁCULA - A HISTÓRIA NUNCA CONTADA


Drácula, um dos mais famosos personagens dos contos de terror, retorna ao cinema em mais uma reimaginação, com duas promessas: procurar manter-se fiel a versão histórica da origem do personagem, ao mesmo tempo que esforça-se para entregar um espetáculo de ação e efeitos especiais dignos de um superprodução. A primeira o filme cumpre e acerta em cheio, quando parte para segundo porém, tudo descamba e vira uma bagunça pouco compreensível.

Ao investigar circunstâncias suspeitas Vlad III (Luke Evans), príncipe da Transilvânia descobre que uma criatura sanguinária (Charles Dance) habita uma caverna em suas terras. Alertado sobre sua natureza maligna, Vlad decide esconder sua existência do seu povo. Porém, quando o rei Turco Mahmede (Dominic Cooper) ameaça o futuro de seus cidadãos e de sua família, o príncipe é obrigado a apelar pela ajuda do vampiro, fazendo um perigoso acordo que poderá lhe custar tudo que mais ama.

Na tentativa de atualizar o icônico vampiro, o roteiro explora os relatos histórico nos quais teriam se originado a lenda. Aludindo dessa forma, a  resistência da província romena da Valáquia (transformada no filme na Transilvânia) ao domínio do Império Otomano. O filme acerta ao enfatizar o drama do líder frente a uma escolha crucial: sacrificar a felicidade de sua família ou a de seus súditos. Vlad sela seu destino trágico quando recusa-se a escolher, obtendo resultados ainda mais catastróficos do que imaginava. A decadência física e moral do personagem, sua contenda para salvar os seus e a si mesmo tem potencial e merecia ser mais explorada no filme.

A obra torna-se menos interessante porém, quando deixa este campo e passa a focalizar em oferecer uma versão vitaminada do vampiro. Algo que possa ser rentável nessa época dos super heróis. E se Drácula não é particularmente conhecido como super herói, a solução encontrada foi lhe atribuir os poderes de um, que soam até forçados, em determinado ponto tem-se a impressão que ele é capaz de controlar o clima. Isso, mesmo que seja uma escolha genérica, por si não seria suficiente para arrefecer os méritos do filme, porém, ele esbarra em problemas  difíceis de ignorar.

O diretor estreante Gary Shore faz diversos esforços para tentar imprimir sua marca quando deveria estar mais preocupado em conferir alguma coerência às cenas de ação, que são prejudicadas por uma montagem equivocada. É difícil, principalmente em cenas de batalha noturna, compreender o que está acontecendo em tela, não se sabe quem atingiu o quê, ou quem foi atingido pelo o quê, um caos visual marcados por extravagâncias. A montagem problemática aliado a um roteiro confuso,  tornam nebulosas até mesmo as noções de tempo e espaço, fazendo com que por vezes o espectador não consiga entender muito bem quando e onde exatamente uma ação específica está acontecendo.

No quadro geral, fica o sentimento de que este poderia ser um grande filme, principalmente quando considera-se a presença de Luke Evans, notoriamente um ator competente e cativante, capaz de segurar o peso dramático e também de convencer como astro de ação. Mesmo que a promessa supere em muito o resultado, sem muitas exigências ainda vale a pena conferir uma versão diferenciada de Drácula e apenas imaginar suas possibilidades.

Divulgaí

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