Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

Crítica: NO OLHO DO TORNADO


A despeito do seu enorme potencial destrutivo, há algo que o ser humano não se atreve a combater: a fúria da natureza. Imprevisível, implacável, misteriosa, quando levanta-se em toda sua majestade, os valores e sistemas humanos são diminuídos até a insignificância, só resta então sair do seu caminho, fugir, lutar pela sobrevivência. Essa realidade é amplamente explorada pelo popular cinema catástrofe. O mais novo representante do gênero é No Olho do Tornado, que apesar da falta de originalidade, compensa com um genuíno espetáculo de destruição protagonizado por violentos tornados visualmente colossais.

No dia da formatura de seus filhos, Donnie (Max Deacon) e Trey (Nathan Kress), o vice diretor Gary (Richard Armitage) é surpreendido é surpreendido por tornados mortais atingindo a cidade, o que o levará a lutar pela sobrevivência dos filhos e pela sua própria . Enquanto  um grupo de caçadores de tornados liderado pelos especialistas Pete (Matt Walsh) e Allison (Sarah Wayne Callies) segue até a cidade para registrar o fenômeno em documentário sem suspeitar de sua real dimensão.

Reina o clichê, o que acaba sendo um ponto positivo, uma vez que diretor e roteirista não tentam inventar moda, na verdade vão pelo caminho oposto,  descomplicam ao máximo a trama, deixando apenas alguns conflitos interpessoais básicos para possibilitar o mínimo de identificação, como as relações pais/filhos, e paixonites adolescentes, mas nada de superexposição de subtramas ou de excesso de personagens. Até mesmo o uso do já irritante formato found-footage não consegue desviar a atenção do que importa, menos é mais (a saber: menos mimimi, mais tornados). Esse arranjo possibilita a realização de um filme mais curto, com mais poder de destruição e consequentemente mais divertido.

Se na trama não há muito brilhantismo, no que diz respeito a catástrofe pura e simples o filme faz bonito. Os efeitos especiais entregam tornados respeitáveis e assustadores, que parecem perfeitamente críveis, mesmo nos momentos mais hiperbólicos, como por exemplo, quando vemos um tornado gigantesco alçar uma série de aeroplanos e arremessá-los no ar aleatoriamente. Dessa forma, No Olho do Tornado segue modesto, sem exagerar demais acaba satisfazendo e deixando a sensação de que o prometido foi de fato entregue: tensão, destruição e diversão.
Divulgaí

Deixe sua opinião:)