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Crítica: Malévola

"Sempre há dois lados de uma história para contar, você já ouviu o que tem a dizer a bruxa que colocou Aurora de “A Bela Adormecida” para dormi?
Bom. Nunca imaginei que ouvir o “era uma vez num reino distante...” seria tão empolgante outra vez. Malévola é uma releitura do conto original de “A Bela Adormecida”, contada através da perspectiva da bruxa malvada responsável por rogar o feitiço que a faria dormir pela eternidade até encontrar o amor verdadeiro.

Na trama, Angelina Jolie interpreta perfeitamente a algoz figura do reino de Moors – um mundo mágico paralelo ao dos homens - o enredo subversivo é apresentado pela voz over que nos preparar para esquecer o mundo que conhecemos de Aurora (Elle Fanning) e nos embarca num orbe de fantasia e de inocência, infligido pela sagaz ambição humana. Temos a partir daí a justificativa que cria a releitura da senhora de todos os males de 1959 e faz uma das mais conhecidas vilãs dos contos da Disney se tornar uma heroína. No entanto o enredo faz referências à obra original de Tchaikóvsky, mas o foco se constrói a base de amizade e lealdade e se contrapõe ao amor verdadeiro proveniente da utopia que não faz mais parte do mundo moderno. É uma fábula de mulheres que lutam por um mundo de paz enquanto os homens almejam por mais poder e ganância em meio ao belo.

Não há como falar em Malévola sem insistir no nome de Angelina Jolie. Envolvida no processo de criação e composição de sua personagem, a atriz não só doa sua beleza incomum como incorpora de forma clássica a maldade da personagem original dos contos, e muitas vezes misturada com a delicadeza de uma mãe, que em minha opinião, era ela mesma como pessoa. Além do mais, o longa não é só uma narrativa convincente de uma releitura clássica da Disney, ele é oriundo do exímio roteiro de Linda Woolverton, digno das doutrinas cinéfilas de Alfred Hitchcock, um verdadeiro exemplo de como usar efeitos especiais e elementos e cenários 3D para compor uma narrativa que, quando parece adormecida pela lentidão da direção estreante do design de produção Robert Stromberg, compõe e preenche a estória como uma sinfonia sem exageros. A palheta de cores delineia entre os desfechos da trama a projeção dos sentimentos da senhora dos males entre seus diversos momentos dramáticos, a fotografia bem dirigida por Dean Semler poderia contar por si só toda a estória em tons.

Temos uma obra que nos remonta a inocência, lealdade, a amizade e o amor, e final feliz, clássico em seu estilo de ser, lindo visualmente, se você for adulto vai sentir saudades de quando lhe contavam essas estórias, se for criança vai querer vive-la. Temos a magia do cinema fazendo mais uma vez sua função: entreter. Malévola é um conto de fadas mesmo para os que não gostam de contos e para toda família."

Divulgaí

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